Faz um bom tempo que esse título martela em minha mente para ser o próximo post do blog depois de um tempo sem escrever.
Depois de 6 meses sem escrever nada, falar sobre como e aonde estou hoje é consequência natural.
Nesse período mudei de empresa e tenho novos desafios.
Nesse período resolvi novamente tentar emagrecer e melhorar minha alimentação e meu corpo esteticamente.
Perdi 7kg e mudei meus hábitos, reduzi medidas, realmente um resultado e tanto.
Hoje faço muay thai e musculação diariamente, fico quase 2h na academia após o trabalho e corro 6km nos fins de semana. Minha alimentação é a mais saudável possível, de 3h em 3h e realmente voltada para o ganho de massa magra.
Aprendi que a balança realmente não é a mais importante da história, embora me pese diariamente, pois ela fica bem acessível, mas não encano mais com ela.
Tive, e ainda tenho, que aprender a ser flexível comigo, com os outros, com tudo. A saber conciliar o trabalho, a maternidade, a academia, o marido, ou seja, arranjar tempo e as vezes perceber que não tem tempo. Descobri (pois não era consciente) que sou metódica o que tem o lado bom e ruim, por isso a necessidade de aprender a se flexível, com horários e compromissos e metas estabelecidas.
Descobri que gosto muito de organização e que ver bagunça me dá agonia, mas que também consigo fazer vista grossa quando num domingo prefiro descansar ou passear ou curtir o tempo livre.
Se antes eu tinha o dilema da maternidade x carreira, agora o dilema pode maternidade x academia.
Ver os resultados é bom, mas perceber que não estou dando tanta atenção como deveria ao meu filho me incomoda. Depois da academia chego cansada e já é hora dele dormir. Agora ele traz tarefa da escola 3x por semana e quero acompanhar. É cansativo, as vezes é chato.
Sou impaciente e ansiosa, isso eu já sabia e já tinha afirmado por aqui, a diferença é que agora procuro reconhecer e aceitar meus defeitos sem lamentações, embora seja dolorido.
Percebem que tudo isso tem a ver com a pergunta: Quem sou eu?
Estes 6 meses de mudanças estão me auxiliando no processo de autoconhecimento. Esse processo é intermitente e tem suas nuances. Quando começa tenho medo dele, pois tenho medo de mim, do que vou encontrar, depois que não tem por onde correr e jeito é encarar a sensação é de segurança e leveza, pois nada melhor do que a lucidez para nos orientar a crescer como seres humanos.
Estou na conquista do corpo que eu achava que nunca mais conseguiria ter depois da gravidez, mas também percebi que isso não é mais o MAIS IMPORTANTE.
Como percebi? O vazio. Quando fazemos algo e sentimos um vazio é porque tem algo errado. Não acham? Eu acho. Ou será que não sei lidar com o simples e óbvio de que é só isso mesmo. Será que crio expectativas demais sobre tudo e todos. Sobre a vida? Sobre o que a de vir? Será? Enquanto escrevo me pergunto.
Ainda quero fazer tanta coisa: curso de inglês; outra especialização; oferecer minha contribuição ao mundo; ler mais; ser mais leve; ser mais eu. Mais quem sou eu? Volta a pergunta.
Em 2014 resolvi retornar as reuniões do Grupo Espírita Paz e Bem, que auxilia no equilíbrio espiritual e no autoconhecimento. Cuidar do corpo e do espírito. Também coloquei Pedro na evangelização infantil.
Pedro já faz fazer 4 anos. Está cada vez mais esperto e conversa melhor com a gente. Já desenha bem, tem mais autonomia; está melhorando a coordenação motora fina; falando frases; excelente memória; com senso de organização. Comendo coisas saudáveis. Ainda não toma refrigerante e espero que nunca queira. Mas adora chocolate, doces e afins.
Tenho sentido cada vez mais a necessidade de estabelecer prioridades, critérios e selecionar mais o que realmente é importante na minha vida e vale a pena lutar, buscar. No processo de autoconhecimento percebo nitidamente que preciso ser mais humilde, tenho que baixar a crista várias vezes, ter mais foco, viver mais a minha vida e não se incomodar com as dos outros, nem se incomodar se os outros vão se incomodar com a minha. Viver a minha vida. Não de forma egoísta, deixar de se incomodar para se importar com os outros, mas sem expectativas ilusórias e ridículas. Viver a minha vida para me preencher com o que busco fora, com o que Deus me deu e não percebo. Decidir por mim mesma. Escolher pelo que realmente acredito. Saber onde estou e quem sou eu por mim mesma e não pelos outros.
Essa ainda sou eu, que usa este blog para o encontro consigo mesma. Até a próxima.
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