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Como descobri o Descobertas - Blogagem Coletiva

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Meu 1º blog da vida nasceu em 1995, eu com 20 e poucos anos e recém-formada, nem imaginava o que era vida de mãe. Passei um tempo e depois parei.

Anos depois, tipo uns 10 anos, engravido e acompanho o blog de uma amiga, mas não me empolgo a voltar a blogar,. Até que de tanto ler e sentir a alegria dela com a gravidez resolvi ensaiar uns relatos, ainda muito esporádicos.

Meu filho nasce, esse foi meu 1º parto mais emocionante claro! Quase 1 ano depois quando maternidade x carreira se tornaram um dilema para mim, resolvi pesquisar no Sr. Google o que tinha sobre o assunto.

Surgiram os primeiros blogs maternos da minha vida: viciados em colo e mãe do bento , depois veio o coisa de mãe da Ivana, minhas primeiras leituras de blogs maternos  e minhas primeiras seguidoras.

Daí em diante começou aquele processo que todas vocês mães blogueiras sabem bem como funciona. Uma vai puxando e levando a outra. Hoje sigo e sou seguida, comento e recebo comentários, participei de vídeos, recebi selinhos e enviei, de blogagens coletivas, envio posts, participo do grupos de mães do facebook e por aí vai. Um verdadeiro parto não é?

Mas o Descobertas para mim, mais do que um blog materno como eu falo no Sobre o blog:

"Escrevo mais sobre a maternidade do que sobre o desenvolvimento do meu filho. É mais de reflexão do que de histórias e registros do dia a dia. Já tive vontade de trocar o título e o endereço, mas não queria perder o histórico dos links e acabei deixando para lá. Já tive vontade de parar por falta de tempo e, as vezes, de inspiração. Mas o blog é um espaço importante para mim. O Descobertas me faz bem, assim como me faz bem compartilhar também, nossas grandes e pequenas... descobertas."



Quase 1 ano depois o Descobertas é um menino grande e lindo, assim como meu filho que já vai fazer 2 anos e vocês fazem parte desta história!!!

Minhas lembranças dessa época do ano

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ainda estamos no mês das férias e elas estão quase acabando.

Aqui o ano letivo começa dia 30/01 e vamos colocar Pedro novamente na escola.

Amanhã é dia de encarar o centro da cidade de Fortaleza, que quem conhece sabe como é, mas é o lugar onde encontramos as coisas mais em conta, não tem jeito.

Ainda bem que o material dele é mais artístico-pintura-papel-sucata-material de higiene e etc..

Bom , mas nessa época do ano eu lembro demais de quando eu era pequena e a minha mãe ia comprar material escolar no centro (assim como vou amanhã). 
Ela levava a gente na maioria das vezes.

Era uma farra, comprar mochila  e lápis novo, caderno, os livros , naquela época não tinha muito o troca-troca que tem hoje, então era tudo novo meeeesmo. 

Também era época de chuva (assim como iniciou aqui)

E quando chegávamos em casa, era aquela curiosidade de abrir os livros e tal, usar os lápis de cor novos e as canetinhas. E ficava na expectativa na hora de encapar os livros também.

Adoro lembrar disso, já contei repetidamente para minhas irmãs e marido. (eles me amam!!!!)
Agora compartilho com vocês (não se preocupem só contar essa vez hahaha)

E pedro deverá escutar isso algumas outras vezes e ainda ler no blog quando crescer (espero que leia né!)

Gente tem muita coisa nova do desenvolvimento do Pedro, preciso listar , é o tipo do post que merece escrever no word com calma e depois colocar aqui.

Beijos

Para que, quem ou por que, você escreve?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Não resisti e tive que voltar para escrever logo esse post antes que as idéias, após uma longa noite de sono, resolvessem escapar e não voltar mais no dia após o outro.

Para começar: Eu sou uma pessoa que gosto de ter liberdade de falar o que penso. Na realidade gosto de liberdade de modo geral...

Ah, eu pensei que você era....

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Já ocorreu comigo 2 vezes depois que entrei com tudo na blogosfera, desde postar, seguir, comentar, ser seguida...

É mais ou menos como aqueles ditadozinhos: "as aparências enganam" ou "quem vê cara não vê coração"

Acontece que na blogosfera, assim como tudo na internet,  esse espaço que passei a considerar 100% democrático, ou talvez, anárquico, no sentido da liberdade quase absoluta e sem controle com que as informações chegam e saem, a gente coloca na letra que escreve uma parte de nós e o leitor, no ato da leitura, uma parte dele...(inclusive vamos parar com esse negócio de cobrar comentários e visitas gente, somos mães, lembrem tempo é o produto mais escasso!)

Começamos sem saber nada umas das outras e daqui uns meses somos quase as melhores amigas..

Temos um assunto em comum bastante forte: a maternidade

Criamos os vínculos, dividimos as dores, as inseguranças, as alegrias, as tristezas, as perdas, as opiniões

Dividimos, somamos, multiplicamos nós mesmas.. Hora somos uma só, hora somos cada uma...

Até um dicionário bloguês materno merecesse ser criado:

dasamiga
todas comemoram
todas gritam
#maedemerda
#prontofalei
no thanks e outras expressões in english

E aí o que acontece é que na realidade somos mães, mulheres atrás do computador escrevendo e temos nossas personalidade, nosso jeito, nossa rotina, nossa família, nossa voz, nossa...muitas coisas...

E tudo isso estou escrevendo para dizer que já aconteceu 2 vezes de eu pensar uma coisa sobre a mamãe blogueira que está do outro lado e ser outra bem diferente...

1º foi com a Anne, do Super Duper e agora recentemente com a Carol Garcia do Viajando na Maternidade

Inclusive já compartilhei com elas e para elas eu disse:

Ah! Eu pensei que você tinha voz grossa e falava sério. (para Anne) hahahahahaha super diferente, já viram os vídeos dela?

Ah! Eu pensei que você não trabalhava! (para Carol) hahahahahaah super diferente Carol, é multitarefas já leram o último post dela?

Ah, os tutoriais...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Faz tempo que penso nisso...

Nunca fui de ler muito tutoriais, mas quando me descobri  grávida procurei informação em várias fontes, não necessariamente tutoriais.
Depois encontrei alguns com essa pretensão: ser um tutorial para mães.
As vezes tenho a sensação que no fundo a gente bem que queria ter um tutorial para cada coisa sobre o exercício da maternidade, acho que seria o maior livro do mundo sem fim com mais versões do que a tecnologia possa conceber.
Na realidade cada mãe tem e faz o seu tutorial!
Nós mães, na insegurança natural que nos acompanha, tendenciamos a querer um com todas as respostas, mas as perguntas são especiais e diferentes , são de cada mãe, cada bebê, cada família.

Na correria do dia a dia, na pressão, na vontade de acertar, caímos frequentemente nessa tentação.
Normal!
O mais difícil é perceber que a vida em si é um tutorial escrito on line, na medida em que se processa a experiência.
Eu, você e outras mães, nesse momento agora, estão escrevendo seus tutoriais.
Alguns até tem poder de autodestruírem em segundos, a gente esquece e faz outro bem diferente.
Ah! Mas como tem horas que eu queria ter tutoriais! Colocar no google: "como se faz isso?" e aparecer a resposta e eu aplicar, aprender e resolver.
 Vocês não?
o que eu faço agora?

baixei todos esses manifestos o grupo cria! e se você quiser pode pegá-los aqui

Convocando mães que trabalham fora

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

É uma enquete bem rápida, digna de facebook talvez, mas achei melhor fazer por aqui mesmo.

Vocês, mamães que trabalham fora, acham que seus filhos são (ou se tornaram) mais apegados, manhosos e dengosos, grudados em vocês devido isso?

Essa pergunta se deve a hipótese verbalizada por meus parentes queridos de que quando meu filho fica mais tempo comigo nos fins de semana, ou quando chego em casa, ou quando lembram o período de 15 dias que fiquei de "férias" (período de transição entre uma empresa e outra), ele muda.

Fica mais apegado a mim, manhoso, dengoso, grudado, tendenciando a birra. Tudo é a "mom mom".

Por isso, sob à pequena possibilidade que eu demonstre de mudar a minha opção sobre trabalhar ou não fora, todos caem em cima com esses argumentos assustadores e castradores.

E você deve estar se perguntando, e você Luciana o que acha? Você concorda com seus parentes?

E eu lhe respondo: SIM.

Nesses dias em que estou mais a disposição seja no tempo, no contato, na rotina percebo algo diferente no meu filho que confirma a hipótese abaixo.
Sinto que para conseguir fazer outras coisas que não sejam direcionadas para ele, entre elas, tomar banho enquanto ele estar acordado, preciso ser muito criativa e malabarista ou esperar ele dormir, ou não tomar banho, ou tomar banho junto.

Se eu filmasse um dia nosso, você veriam que não sou uma mãe superprotetora nem grudenta. De verdade! E não tenho remorso por isso, nem culpa. É o meu jeito e acho que deve existir sim limites.
Sinto necessidade de mostrar que existe o tempo juntos e o tempo separados.
Ele é ainda pequeno, mas aos poucos  vou aumentando a intensidade desse ensinamento.
A fase de 100% tempo dependente da mamãe para mim, foi até ele saber andar e não conseguir pegar a comida sozinho.
Agora sinto como obrigação de mãe deixá-lo aprender a viver, a explorar o mundo que o cerca e ter segurança, com minha supervisão claro!

Pois bem, agora aguardo as respostas. E ficarei imensamente agradecida. Sei que cada caso é um caso!

Beijo a todas! E mais tarde farei minha participação na Blogagem Coletiva sobre a Ética na Blogosfera

Brainstorming materno

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Eu gosto muito de escrever, pois me faz muito bem, é como se estivesse fazendo uma terapia. Fico mais aliviada. O bônus é maior quando sou lida e reconhecida. Vários assuntos passam pela minha cabeça, geralmente são reflexões, não registros. 
Com a blogesfera venho desenvolvendo mais a escrita. É por isso que esse blog existe.
Hoje resolvi escrever assim, aleatoriamente, estilo brainstorming, depois eu separo por tema, ou como der.
***
Vários assuntos já passaram por minha cabeça e eu os perdi. Um deles tem a ver com o aprendizado com a Ivana - Coisa de Mãe, sobre a leitura, a forma como ela fala da leitura é tão cativante que despertou em mim essa necessidade, inclusive para melhorar minha escrita. Eu tenho um carinho especial por algumas pessoas da mommysfera, mais precisamente 3 pessoinhas: Mari, Ivana e Sarah. Acho que já falei aqui que foram os primeiros blogs de mãe que comecei a ler. E nunca deixo de ler. Se um dia eu tivesse que escolher só 3 para colocar na seção de blogs preferidos, com certeza seriam eles, o que seria uma maldade comigo, pois depois delas aprendi a gostar de mais umas tantas por aí que aprontam muito por aqui.
***
Assuntos que ainda não vi pela mommysfera: no caso de mães de menino, sobre o prepúcio e no caso de todas as mamães blogueiras, temos panelinhas na mommysfera?
Uma vez pensei em escrever um post com o título “sou mãe blogueira, não marketeira” para fazer menção ao fato que o objetivo principal dos blogs de mães na minha visão era falar de maternidade, o resto é conseqüência, mas não pode perder a essência.
Quem tiver escrito sobre prepúcio e/ou tiver dúvidas como eu, vamos conversar?
***
O que é maternidade real mesmo? De vez em quando me pego questionando o assunto, quando leio algumas coisas nos blogs ou observando a mim mesma ou o mundo ao meu redor, quando estou no trânsito e observo as pessoas.
Depois que me tornei mãe veio uma mania de observar criança em tudo que é lugar. E o pior! Observar em como ela está sendo tratada! Teve um período, que não podia ouvir choro de criança ao longe que achava que estavam maltratando. Ainda hoje fico grilada, mas diminuiu a intensidade, visto que, por experiência própria, me convenci que o choro nem sempre é de maus tratos.
Daí que me pego pensando nas mães desse mundo que encontro por aí também. 
Nas mães da nossa realidade brasileira, e se não são elas que exercem uma maternidade real. 
Sei que o termo remete à “melhor mãe que posso ser para meu filho”... mas esse tema tem sido recorrente aqui na minha cabeça. 
Penso que a maioria das mães brasileiras, não sabem o que é um blog, não tem a oportunidade que temos de estar aqui (ou eu estou subestimando? Se eu estiver me corrijam por favor!).
Esse luxo de fazer o que fazemos, de pensar, questionar, mudar, escolher: cesárea ou normal ou natural? Trabalhar ou não? 1 , 2 ou 3 filhos? Ou mais? Assistir tv ou não? Livros, dvd´s? comida orgânica? Amamentação exclusiva? Cinema? Brinquedos?
Não estou aqui puxando uma bandeira socialista, nem política, nem das causas sociais. Apenas, é mais uma das minhas reflexões que desejo compartilhar com vocês. Maternidade real ou maternidade realista?
***
 Resolvi deixar como veio.. uma verdeira chuva de idéias!!! E você o que acham?

Casa do Pedro

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Oi gente, tudo bem?
Descobri ontem no twitter, olhem que bacana, eu sigo a @receribelli que é seguida pela Julia, mãe do Pedro, da Casa do Pedro e que precisa de ajuda!
Daí a @receribelli retwitou uma mensagem da mãe do Pedro, que mãe que é mãe não se faz de rogada e pede ajuda a todo mundo sim!
E foi assim que descobri que podia ser o meu, podia ser o seu e com certeza pode ser o de muitas outras mães que precisam de ajuda!
Por isso, aproveitando a possibilidade que as mídias sociais podem nos oferecer de rápida comunicação é que venho pedir para todos que lerem este blog façam sua parte!
Você já começa a ajudar se se cadastrar para ser doador de médula óssea. Eu já sou desde o ano passado e aguardo me chamarem para ajudar alguém que precise!

Se você mora no Rio de Janeiro então anota aí:

Neste sábado, dia 10/09/2011, os amigos do Pedro irão ao INCA se cadastrar no banco de dados, quem sabe não encontramos o doador.
Então se você é amigo do Pedro vá até lá.
O INCA fica Praça Cruz Vermelha, 23, 7º andar - Centro
20230-130 - Rio de Janeiro - RJ
Não se esqueça de lavar um documento com foto !
A gente se encontra lá ! Um abraço a todos e o Pedro conta com você !



Beijos meus amores, conto com vocês!!!

Posso desabafar?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Eu sei que tou devendo fotos e videos das peripecias doi Pedro que me encheram de orgulho e satisfacao quanto ao desempenho do meu filho, mas nao consegui postar ontem ,mas nao consegui baixar o vídeo. Vou tentar hoje novamente. (Estou digitando do celular e alguns apalvras nao terao acento)

Bom, mas agora eu quero um espacinho para mim. Posso?

Essa semana comecou com tudo, alem da mudanca ja planejada na minha vida profissional, como ja contei aqui, momentos tensos da vida privada familiar ocorreram de domingo para ca. Agora tudo parece mais calmo! Mas cheguei a pensar qual o preco de rodar a baiana ou de um barraco. E ate aonde vai o respeito aos pais? E pq confundem medo com respeito? Ou com amor? Entao o pai ou mae podem falar e fazer o que quiserem para/com seus filhos e estes nao podem dizer nada? Os pais podem gritar com seus filhos e ta tudo bem, mas se os filhos gritam com seus pais é falta de respeito?

É gente! O meu tem 90 anos e estava tomando corticoide escondido da gente e sem indicacao medica! Ele é um homem teimoso, pavio curto, autoritario e magoado com a vida por uma serie de motivos. Vive reclamando de tudo e nunca esta satisfeito com NADA!

Triste e vergonhoso para uma filha falar assim do seu pai, mas é a realidade! Claro, que ele tem qualidades: trabalhador, inteligente. Agora me pegou! Nao sei mais o que dizer de qualidade, pois avaliando com racionalidade, a relacao do meu pai com seus filhos sempre foi distante em termos de demonstracao genuina de carinho! Sua demonstracao explicita de carinho ou amor era esporadica e outras vinham acompanhada dos presentes ou fazendo as vontades das filhas que com ego massageado se satisfaziam rapidamente e confundiam amor com agrado. Tambem tinha uma coisa superprotecao, mas nao declarada tambem. Tudo em termos demonstracao de carinho era implicito la em casa.

Contra isso acho que crescemos com a sede de liberdade de expressao. Ao longo de nosso amadurecimento enquanto mulheres estudamos, fizemos faculdade, trabalhamos, conhecemos os espiritismo e tudo isso mais a vontade de ser independente, nos proporcionou a visao de que somos pessoas com opinao propria, transparentes e que nao queremos viver agradando os outros se estiverem errados, mesmo que esses outros sejam nossos pais.

Paciencia! Desculpem-me a sinceridade! Espero que eu consiga ter uma relacao tao saudavel com meu filho que a gente possa sempre conversar e se entender com muito amor, respeitando a individualidade um do outro.

Nada de mundo de faz de conta, nem de novelas, nem fantasia! Mas de realidade, de amor real!

Maternidade Real

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sei que passou o dia, e muuuito, mas eu quero e preciso escrever agora sobre isso. Então vamos lá:
Minha gravidez foi planejada, embora até os 31 anos (hoje tou perto dos 34) eu dizer que não sabia se queria ser mãe e só pensava dessa forma no que eu ia perder: a liberdade, e no que ia ganhar: responsabilidade, preocupação, trabalho.
Fiz minha pós graduação, casei, trocamos de carro, estava conquistando uma estabilidade e credibilidade profissional, consolidando minha carreira em RH, adquirindo mais experiência e segurança.
Tive a crise dos 30 anos: mulher tem prazo de validade para ter filho! ai meu Deus o que fiz em 30 anos! Jesus, daqui a pouco chega os 40 !

Ter ou não ter filhos? Marido quer? Eu quero? E aí? Sim, vamos ter sim! Quando? Os hormônios pareciam estar borbulhando dentro de mim e eu me via grávida e com filho. Mas a minha imaginação não trazia junto as sensações da realidade, era indolor e tudo parecia muito simples e fofo, cut, cut.
Bom, engravidei planejadamente sem erro, de 1ª assim, todo mundo estranha, mas foi assim mesmo, não tive tempo nem de desistir, ou seja, não foram várias tentativas. Não foi preciso. E aí pensei: "É porque Deus queria mesmo!"
Tomei um susto, chorei, fiquei com medo. Várias reações. Até os 3 meses me mantive tranquila, nada de sair comprando a torto e a direito. Primeiro tinha que saber o sexo, saber se estava tudo bem, enfim. Bem prática né! Sempre considerei pouco romântica com relação a isso e para mim tudo parecia muito simples. Fiz todos os exames, ultras, me cerquei de todos os cuidados, até procurei academia para malhar, parei de tomar café, tentei diminuir o chocolate e controlar o peso, meu maior temor era ficar gorda. Comecei a ler tudo o que podia sobre gravidez, desenvolvimento na internet e tal.
Fiz chá de baby, não de fraldas descartáveis, pois eu queria escolher; Ah! fiz e book de gestante também.
Pensei que ia ter uma semana de descanso entre a saída do trabalho e a chegada do Pedro, mas eis que a bolsa esoutra no dia seguinte a minha despedida, exatamente no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. E todo mundo dizendo :"Ele vai ser trabalhador!" e outros diziam: "Ele vai dar trabalho!" sei, sei...
Tranquilamente fomos para maternidade, nada de escandâlos e nervosismos. Eu tinha tudo na minha cabeça:
-meu parto foi cesáreo por opção mesmo, não queria sentir dor e arrisquei acreditar nas minhas amigas que fizram cesáreo de que depois também não tem essas dores todas que o povo fala;
-eu ia seguir as orientações do livro sobre os horários das mamadas, TIRANDO A PARTE DE DEIXAR CHORANDO, NÃO ISSO EU NÃO IA FAZER DE JEITO NENHUM, NEM FIZ;
-eu ia colocar uma cinta logo e foi ótimo pq cirurgia doeu menos;
-eu ia deixar meu filho dormindo sozinho do quarto dele desde cedo, até hoje funciona assim e vivo dependente da babá eletrônica e cansada de seu chiado;
-eu queria fazer tudo o que pudesse: dar banho, trocar as fraldas, pegar para dar de mamar, não precisava ninguém fazer isso por mim (FIZ TUDO ISSO E ME ORGULHO); só queria alguém para limpar a casa, fazer a comida e lavar e passar as roupas;
-eu queria voltar ao meu corpo de antes da gravidez, AINDA NÃO =(;
-eu queria que meus seios ficassem firmes e como antes da gravidez NÃO FICARAM =(;
-eu ia dar só leite materno até o máximo que eu pudesse FIZ ISSO SIM;
-eu ia colocar na creche se não encontrasse alguém de confiança para ficar com ele quando eu voltasse a trabalhar NÃO PRECISOU E ADIEI PARA OS 2 ANOS SE DER TUDO CERTO;
-eu ia conseguir lidar muito tranquilamente com a volta ao trabalho, NÃO ESTÁ SENDO BEM ASSIM AGORA;
-eu ia fazer academia depois do expediente sem me sentir culpada, DEFINITIVAMENTE NÃO;
-eu não ia deixar assistir TV tão cedo CONSEGUI ATÉ UM CERTO PONTO;
-nada de doces nem salgados SIM, SIM E SIM;
-nada de exageros com compra de roupas, aniversários, tudo simples, mas de bom gosto sempre SIM TAMBÉM;
-eu queria usar fraldas de pano, mas dá muito trabalho POIS É.. FRALDAS DESCARTÁVEIS MESMO;
-não queria dar chupeta de jeito nenhum, mas depois me arrependi e depois tentei dar de novo e o menino não aceitava até que de repente do 6º mês ele aceitou! UFA!! Mas SÓ para dormir!! Yes!
-eu controlei as sonecas dele;
- eu anotava tudo da rotina até uns 3 meses até que joguei o caderno de lado, nem sei aonde tá mais;
- eu li o Encantadora de Bebês e gostei de algumas coisas;
- até os 3 meses eu me senti uma mãe querendo ser muito prática e perfeita, sem me envolver muito com meu filho, sem curtir a maternidade na sua essência, com seus sabores e desabores, com medo de errar! Aí chutei o pau da barraca e resolvi recuperar o tempo perdido;
- por volta do 6 meses as noites começaram a esticar mais e partir do 8º mês ele já dormia das 21h até as 6h;
- inseri novos alimentos gradualmente no 4º mês, mesmo contra a orientação da pediatra dele, que é extramente conservadora;
Pedro nasceu perfeito, com saúde perfeita, mamou muito bem, tive muito leite, minha cirurgia foi perfeita, minha recuperação também, tive apoio da famíli, do marido, alguém para ajudar nas atividades de casa, não teve muitas cólicas, as dores nas mamadas foram no 4º dia, em que eu dei o Nan uma vez de madrugadas e algumas vezes depois, o leite materno reinou lá em casa. Nesse período era um misto de peso na consciência com alívio nas dores nos seios.
O que Pedro teve de diferente foi um aumento exagerado de peso, nos primeiros 6 meses, o que preocupou a pediatra e nos cansava muito. Com 8 meses ele tinha 10 kg. Era grande na altura, mas mesmo assim estava acima da média. Ele fez 2 exames de sangue para saber se tinha algum problema. Mas era e ainda é, graças a Deus PERFEITAMENTO SAUDÁVEL.
Por isso, o ruim de ser mais pesado, era a nossa coluna gritar, depois de ninar para dormir a noite. Sim , ele é ninado até hoje, mas agora é deitado na rede depois que tomou o leite.
Meu filho come super bem até hoje, nunca teve gripes fortes, nem nada que o deixasse acamado por muitos dias. Graças a Deus. Reagiu bem as vacinas. Só agradeço por tudo isso.
Ele é esperto, inteligente, aprende com o que a gente faz na frente dele. É curioso, atento a tudo e a todos. Ainda não está andando sem se apoiar em algo ou em alguém. Balbucia algumas palavras. Ma-ma, pa-pa, fo -fo, deeee, deee...rsrsrsrsrs
Acorda super cedo, 5:30, 6h.. A mamãe aqui queria que ele esticasse até as 7h pelo menos!
E eu? Eu voltei a trabalhar faz 7 meses. No começo pareceu simples, eu falei com meu chefe que não queria viajar muito até ele ficar maiorzinho, e tudo bem, ele aceitou. Mas a mamãe aqui não era mais a mesma de antes da licença, nem de antes da gravidez. E diante disso ela vem refletindo muito sobre o que fazer e como fazer da melhor forma para conciliar a carreira, a vida de mãe e a vida de mulher.
Tem horas que ela pensa assim:
"deixa ele completar 2 ou 3 anos e aí você pensa em academia, em emagrecer, deixar isso para lá mulher, prioridade agora é seu filho, esse tempo vai passar e nao volta mais"
"faça o melhor o que puder no seu trabalho, tente as negociações e dedique a melhor qualidade que puder no tempo que estiver com seu filho, converse, brinque, oriente"
"busque outra coisa, tente algo que possa conciliar o tempo com mais flexibilidade"
"relaxa mulher e vai para casa agora curtir teu filho vai, já são 18:26 e ele te espera"
Sou a melhor mãe que posso ser para meu Pedro!

Entrando na momysfera

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ontem fui dormir quase 1h da manhã lendo os blogs das mamães queridas que estou conhecendo. Cada uma com seu jeito de ser e com o ou os seus filhos com seu ou seus jeitos de ser ou serem. rsrsrs

Histórias tão diferentes e tão parecidas.

Empolgantes, sinceras, ariscas, melosas, alegres, criativas, fortes, tristes, chorosas..

TODAS MÃES...

A cada dia visito um diferente e vou seguindo e comentando e aprendendo e dividindo...

Vou melhorando o layout do blog e personalizando...

Faltam 4 dias para o niver de 1 ano do meu filho... Grande dia!!

Bom Dia para todas!!!
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