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Mamãe estica mais e mais...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hoje fui na pediatra com Pedro e lá resolvi falar sobre as novidades no comportamento e desenvolvimento dele que faz hoje 2 anos e 6 meses:

Muitas birras quando é contrariado e em alguns momentos do dia tem dado um nó na minha cabecinha.

Quero saber falar e ser firme nesses momentos evitando qualquer agressão física e/ou verbal.

Muitas vezes me visualizo como o Pato Donald quando fica vermelho e fumaça saindo pela orelhas e esbravejando.

É muito chato isso. Por isso aproveitei a consulta para trocar idéias com a pediatra dele.

quando chega da escola:

- não quer lavar as mãos, tirar a farda, fazer xixi e depois almoçar, se insistimos começa a gritar e chorar, as vezes só quer que eu faça isso e não a babá, as vezes quer bater...

hoje ignoramos e não insistimos, daí ele que foi atrás de lavar as mãos e fazer o restante...

A pediatra recomendou deixá-lo um tempo a vontade após a chegada da escola

almoço e jantar:

- tem feito muita hora para comer...as vezes come sozinho, as vezes quer que alguém dê a comida; as vezes quer ficar brincando  e vai e volta para a cadeira ou fica em pé perto da pessoa que ele acha que vai dar a comida...

A pediatra recomendou não dar a comida se ele já sabe comer sozinho... dar a comida só se ele estiver doente...

birras 

- quando contrariado Pedro demonstra sua raiva através de uma expressão tipica do Hulk.
Ele aprendeu com os adultos que convivem com ele na família a brincar de Hulk, mas foi além da brincadeira.
- até na escola ele já demonstrou. grita, chora, quer bater, não tem paciência para esperar.

A pediatra recomendou firmeza, o castigo que eu já tinha dito que colocava sentado como na Super Nany e depois vou conversar.

Tudo isso me deixa confusa as vezes, pois não sei o que pode causar, se é que tem uma causa específica:
- chamar a atenção dos pais que trabalham o dia todo?
- fase? terrible two?
- genética?
- temperamento? personalidade?

Apesar de tudo isso o que me acalma é sentir que no geral mesmo meu filho é uma criança alegre; educada quando está nos ambientes em que ainda não se sente o rei da cocada preta; inteligente e com excelente memória; saudável e lindo.

Sabe o que eu sinto? Que tudo isso é normal numa criança, mas que meus paradigmas tentam me amedrontar. Por isso tenho que me esticar mais e mais para entender e ter paciência.
Compreender a individualidade que se forma a cada dia e que me mostra quem é e será meu filho enquanto um ser independente de mim e que não é um pacote pronto.

É isso que sinto e que no dia a dia não é tão simples de aceitar e praticar, mas só de refletir já está valendo.



Sobre Choro e o NÃO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Há vários tipos e formas...

Os verdadeiros e os encenados

Os sentidos e os raivosos

Os estridentes e os calados

Mas sempre são acompanhados de lágrimas

Uma vez li em um desses livros sobre o sono dos bebês, que tudo dependia de como a gente lidava com choro...

Sou do tipo que se vejo uma cena emocionante e a pessoa chora, pode olhar para mim que os olhos estão cheios de lágrimas...

Apesar disso tenho vergonha de chorar na frente dos outros...

Desde que me tornei mãe não sei lidar muito bem com o choro de criança, sempre acho que estão fazendo algo de ruim com ela, mas logo tento lembrar que aqui em casa também tem choro, dos vários tipos, e que NUNCA estamos fazendo algo de ruim, pelo menos não usamos de violência física, nem beliscões, nem nada parecido. As vezes grito, coloco sentado no sofá, quando já tentei conversar e entender e a paciência já voou para o espaço há muito tempo.

Mesmo assim não sei lidar muitas vezes com esses choros aqui de casa.

Já ignorei. Já gritei.Já abracei.

Aprendi que esse foi a melhor alternativa até o momento. Foi o que calou o choro.

Mas, e os limites?

E entender que NÃO pode isso, NÃO pode aquilo?

Ou que a mamãe ou papai precisa almoçar, trocar de roupa, voltar ao trabalho, dormir, usar computador, assistir TV, e etc?

 E entender que o mundo NÃO gira ao seu redor? Apesar desse pequenino ser praticamente o nosso mundo?



Resultado do teste dos dvd´s escondidos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Simplesmente tudo o que sempre falamos sobre educação dos filhos, vai aos poucos se confirmando enquanto eles crescem.
Penso que quando eles são pequenos, e nós ao mesmo tempo, somos marinheiros de 1ª viagem, escutamos todas as lições e conselhos sobre o assunto, mas com certa desconfiança  e aquela velha frase na cabeça:"cada um, cada um".

É, e de fato cada um é cada um mesmo, graças a Deus cada um tem sua individualidade, mas eu venho falar do que é mais comum e pode ser "generalizado" vamos dizer assim.

Sobre a responsabilidade que temos sobre a educação de nossos filhos.

Essa semana, resolvi fazer um teste por aqui em casa: escondi todos os dvd´s do Pedro.
Ele tem 16 dvd´s infantis, acredito que seja pouco comparado com outras famílias, mas nunca saí comprando dvd por aí.
O 1º dvd dele foi ganhado, pois foi uma lembrancinha de aniversário e ele tinha 6 meses.
Os outros vieram aos poucos.
Não sou contra, não gosto de excessos, sempre moderei aqui em casa.
Os brinquedos do Pedro sempre ocuparam nossa sala e os dvds tinham o espaço no rack.
E na casa da avós também tem brinquedos e alguns dvd´s, fiz uma divisão.
Daí que sempre chegava lá ele queria que colocasse um dvd.
Ele já sabe aonde ficam, sabe tirar e colocar das caixas, sabe até colocar no aparelho de dvd.
Aqui em casa também.
Brincava e daqui a pouco pedia "mamãêêê" e já me entregava o dvd apontando para o aparelho

Resolvi, assim do nada, tirar da vista dele e ver se ele estava ficando viciado. Isso foi segunda-feira a noite dessa semana, ou seja, 4 dias.

Sabem o resultado: parece que nunca existiu dvd em nossa casa. Pedro simplesmente não demonstrou nada em relação a eles, nada, nada, nada.

Isso provou por A + B o quanto pesa essa responsabilidade; a influência; os gostos e interesses que oferecemos aos nossos filhos.

Agora voltei do shopping com ele e entramos numa loja de brinquedos, ele todo encantado com tudo, tirou a chupeta e me entregou um balão que segurava.Pegou um pluto de pelúcia e saiu com ele pela loja dizendo "au-au, au-au". Eu e o pai queríamos ir embora, pois já estava tarde, e eu dizia:"filho, o cachorro vai dormir, vamos guardá-lo?" na 1ª vez nem me deu ouvidos e saiu pela loja, repeti várias vezes indo atrás dele que saiu pela loja não querendo largar o cachorro, mas quando finalmente chegamos no local de onde ele tinha tirado ele colocou de volta e sob minha orientação dissemos "xau au-au, xau" e ele saiu da loja dando xau para o pluto e sem fazer escândalo.

Novamente pensei orgulhosa:"como meu filho é educado, é só saber falar!"

Eu sei muito bem, que vem muita coisa pela frente, birras e escândalos, como ele já fez tá, que fique claro!
O que espero é que EU, adulta e mãe e o pai também, saibamos educá-lo nessas horas!

Bom fim de semana!



Limites

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu deveria falar do mês de janeiro, férias e do que está acontecendo por aqui depois do ano novo. Acreditem muita movimentação, diversão, comida, trabalho e já já um chorôrô de despedida.

Mas pelo mesmo motivo resolvi falar sobre limites.
Esse é mais um assunto polêmico, eu sei.
Há controvérsias de todos os tipos como quase todos os assuntos relacionado a educação de crianças.

Só que eu quero falar por experiência própria e, por um pouco do estudo que o curso de Psicologia me proporcionou e outro tanto pelo que a experiência de vida vem me mostrando, como é importante sim estabelecer limites.

Os limites não dizem respeito a um simples "não" verbalizado.

Sutil e silenciosamente, eles constroem o "ser humano social" e, de preferência, saudável psico-emocionalmente.

Sem limites teríamos um monte de maníacos e perversos pelo mundo. (e será que não temos, em diversos níveis e graus?)
Frios e preocupados com sua própria satisfação a qualquer custo, independente de classe social ou dinheiro.

Com limites começamos a entender todos os tipos de sentimentos que um ser humano tem direito a sentir: do amor até dor. Além da oportunidade de perceber que existe algo além de nosso umbigo no mundo.

Eu poderia dizer que somando às questões genéticas e espirituais, os limites formam a personalidade, mas preciso estudar mais para afirmar com convicção. (creio eu, que e mais ou menos por aí!)

Hoje, sinto como é importante saber lidar com os limites que a vida nos impõe.
Não negá-los, mas saber conviver com eles, de uma forma mais saudável possível.

E Deus me ajude a saber, enquanto mãe, que tem esse papel primordial, e ao meu marido também,  dar os limites para meu filho.


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