Mostrando postagens com marcador maternidadexcarreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maternidadexcarreira. Mostrar todas as postagens

A parte que eu não gosto de ser mãe...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



...que trabalha fora.


Mãe que trabalha fora: aquela que tem que trabalhar os dois turnos como se fosse uma mulher que não tem filhos e chegar em casa para o terceiro turno sendo uma mulher que tem.

É mais ou menos como os super heróis que têm identidade secreta?

E precisam se transformar, as vezes depois do expedientes, as vezes no meio, as vezes antes....

Não gosto mais ainda quando ainda rola uma limpezas básicas de nº 2...Deus me perdoe!

ANTES

DEPOIS
(mas a mamãe não conseguiria fazer muita coisa com esse traje, essa unha não...
ainda chego lá nesse corpichio!)

Maternidade x carreira: as possibilidades

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Quando retomei a blogar como nunca, estava no dilema maternidade x carreira. Conheci um blog aqui e acolá e muitos, muitos outros falando de um tema que é comum a todas as mães e mulheres.
Cada vez mais esse espaço tem tomado conta de mim e da minha vida. Sinto-me uma escritora, com direito a redigir no word agora, com tempo para pensar e escrever dentro dos temas que penso todos os dias, apesar de gostar de postar na hora que o pensamento vem, mas o tempo não tem deixado.
Daí que ainda continuo trabalhando fora, Pedro tem 1 ano e 5 meses  e eu ainda penso sobre o assunto que parece não está fechado como eu imaginava.
E de uma maneira bem humorada gostaria de lhes apresentar as 3 possibilidades e suas repercussões que imaginei um dia desses.
Então vamos lá!

Possibilidade 1 – Se eu deixasse de trabalhar fora integralmente para ficar em casa cuidando do meu filho, da casa, do marido, etc.
Conclusão: Vida de dondoca? Não, acho que não, não tenho investimento suficiente para tal, mas restartaria tudo na minha vida, seria uma reprogramação de tudo. Se eu ia gostar ou não, se ia ser feliz ou não, isso não dá para dizer, é querer demais. Só sei que se fosse meu destino aprenderia novas habilidades dentre elas: todas as tarefas domésticas e uma rotina de dona de casa, mãe de família e esposa. Casa limpa, roupa lavada e engomada, almoço e jantar do pequeno, quitutes e agrados culinários seriam bem-vindos, menino na escola (esse dia vai chegar inevitalmente!), ajudar na tarefa da escola, participar de reuniões na escola, fazer mercantil, levar ao médico, fazer pagamentos. E o que eu iria fazer nesse horário? Ops! Opções tem várias, desde de ficar em casa cuidando do que não tempo fazer no outro horário até zilhões de outras coisas (tipo blogar facebookar, twittar, escrever, escrever). Não dá para ver concordam! Mas fato é que o óbvio e prático está bem no bolo dessa conclusão, que se encerra aqui por falta de mais elementos conclusivos.

Possibilidade 2 – Se eu deixasse de trabalhar fora parcialmente para num horário trabalhar e no outro ficar em casa cuidando do meu filho, da casa, do marido, etc.
Conclusão: Vida de dondoca? Não, acho que não, não tenho investimento suficiente para tal, mas restartaria tudo na minha vida, seria uma reprogramação de tudo. Se eu ia gostar ou não, se ia ser feliz ou não, isso não dá para dizer, é querer demais. Só sei que se fosse meu destino aprenderia novas habilidades dentre elas: todas as tarefas domésticas e uma rotina de dona de casa, mãe de família e esposa. Casa limpa, roupa lavada e engomada, almoço e jantar do pequeno, quitutes e agrados culinários seriam bem-vindos, menino na escola (esse dia vai chegar inevitalmente!), ajudar na tarefa da escola, participar de reuniões na escola, fazer mercantil, levar ao médico, fazer pagamentos. E o que eu iria fazer nesse horário? Ops! Estaria trabalhando minha gente! Vocês pensaram que eu tinha errado na edição e repetido tudo era? Não, não! Rá! Só que na minha opinião seria tudo praticamente do mesmo jeito com exceção da ocupação nesse horário. Para isso precisaria conciliar muito bem os horários e vida pela metade numa coisa e pela metade em outra. Tudo em nome de um respiro para a maternidade. Agora trabalhando em que? Com o que? Em casa? Na rua? Muito provavelmente na rua, mas tudo depende de outras escolhas profissionais, daí é querer ir muito além do que não tenho condições no momento.

Possibilidade 3 – Se eu não deixasse de trabalhar fora. (essa talvez seja a mais fácil de falar já que é a que vivo atualmente)

Conclusão: estaria como estou hoje. Pensando, pensando, pensando, nas outras possibilidades e se uma delas não me satisfaz.

Convocando mães que trabalham fora

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

É uma enquete bem rápida, digna de facebook talvez, mas achei melhor fazer por aqui mesmo.

Vocês, mamães que trabalham fora, acham que seus filhos são (ou se tornaram) mais apegados, manhosos e dengosos, grudados em vocês devido isso?

Essa pergunta se deve a hipótese verbalizada por meus parentes queridos de que quando meu filho fica mais tempo comigo nos fins de semana, ou quando chego em casa, ou quando lembram o período de 15 dias que fiquei de "férias" (período de transição entre uma empresa e outra), ele muda.

Fica mais apegado a mim, manhoso, dengoso, grudado, tendenciando a birra. Tudo é a "mom mom".

Por isso, sob à pequena possibilidade que eu demonstre de mudar a minha opção sobre trabalhar ou não fora, todos caem em cima com esses argumentos assustadores e castradores.

E você deve estar se perguntando, e você Luciana o que acha? Você concorda com seus parentes?

E eu lhe respondo: SIM.

Nesses dias em que estou mais a disposição seja no tempo, no contato, na rotina percebo algo diferente no meu filho que confirma a hipótese abaixo.
Sinto que para conseguir fazer outras coisas que não sejam direcionadas para ele, entre elas, tomar banho enquanto ele estar acordado, preciso ser muito criativa e malabarista ou esperar ele dormir, ou não tomar banho, ou tomar banho junto.

Se eu filmasse um dia nosso, você veriam que não sou uma mãe superprotetora nem grudenta. De verdade! E não tenho remorso por isso, nem culpa. É o meu jeito e acho que deve existir sim limites.
Sinto necessidade de mostrar que existe o tempo juntos e o tempo separados.
Ele é ainda pequeno, mas aos poucos  vou aumentando a intensidade desse ensinamento.
A fase de 100% tempo dependente da mamãe para mim, foi até ele saber andar e não conseguir pegar a comida sozinho.
Agora sinto como obrigação de mãe deixá-lo aprender a viver, a explorar o mundo que o cerca e ter segurança, com minha supervisão claro!

Pois bem, agora aguardo as respostas. E ficarei imensamente agradecida. Sei que cada caso é um caso!

Beijo a todas! E mais tarde farei minha participação na Blogagem Coletiva sobre a Ética na Blogosfera

Não tem jeito, depois que a gente se torna mãe...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

...tudo e por onde a gente passa nos faz lembrar disso.

Estava eu conduzindo um processo seletivo onde pedi aos candidatos para usarem um material para se apresentarem. Dentre estes tinham revistas de vários assuntos, desde negócios, fofocas, bebês e moda (são as que eu trouxe de casa) , especializadas, etc.

Após tudo ocorrido, fui organizar o material e olhando uma coisa e outra encontro em um dos recortes uma matéria da Revista Época de 02/04/11 com caricaturas de crianças e adultos e letras grandes em negrito para resumir o conteúdo desse livro aqui:



Impossível não parar e ler tudo em segundos. Principalmente a parte dos "chiliques"... E agora que prestei atenção no detalhe: "Para pais das gerações X e Y"... Ops! Hoje na saída do trabalho comentava com um dos Diretores sobre essa história das gerações y, x, z e anteriores e que sinto que sou uma mistura delas. Ops, de novo! Tem que ter um livro assim: Para pais das gerações x, y e z  e que também são dessas gerações!!!  #maternidadeecarreira ... como é que se livra desse dilema desse jeito? hahahaha

Começou Julho!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Claro, eu sei que todos que olham o calendário, ou assinam um cheque, ou enfim...
sabem que hoje é 1º de julho e que por motivos óbvios o mês de julho começou.

E começou uma nova fase em minha vida. Lembram quando falei aqui sobre minha saída da empresa?
Então! Ontem foi meu último dia!

Hoje vou ao sindicato com o DP - departamento pessoal, resolver os protocolos formais e mais tarde a despedida com o pessoal que resolvemos juntar com os aniversariantes do mês da empresa!

E julho? Julho é mês de férias, de programações infantis e, e, e, do niver! hehehe

E niver da minha irmã e niver do meu pai e.. opa! pronto, é só deles mesmo! rsrsrsrssr tem outro nivers de pessoal de família tipo primos. Mais julho é um mês de festa em nossa família!

Meu 2º niver com Pedro , até esqueço que já é na próxima, tão envolvida com esse processo de mudança, ainda não sei aonde vou trabalhar, nem quanto vou ganhar, tou aguardando os resultados. Tou muito slow!!
Enquanto isso vou tentar aproveitar os dias que tiver de folga, para sentir como seria se eu não trabalhasse fora! (espero conseguir).

Pedro tá cada vez mais esperto, andando cada vez mais seguro e firme e rápido rsrsrsrs. Falante, senod que a gente ainda não sabe o que significa a maioria das palavras. Todo mundo aqui se chama déa!, déa! rsrsrs

Pedro já entende muita coisa:

  • quando quer algo que está longe, ele pega na nossa mão e aponta! 
  • já sabe que a gente usa um balde para levar para o banheiro que tem chuveiro elétrico para colocar a água do banho, outro dia eu comecei a cantar: "hora do banho que hora mias gostosa" aí ele pegou o balde e levou para o banheiro, fica boquiaberta.
  • já sabe o poder da manhã, do dengo para conseguir algo que quer 
  • adora comer de tudo
  • dá beijo quando pedimos
  • gosta de bola
  • aos poucos interage mais com os livros
  • pega uma sandália ou chinelo  sabe que é para os pés
  • quando tiramos o short levanta os pés para ajuda a tirar!


Bom tem bem mais coisa, mas que eu lembre agora é isso.

E que venha julho com toda a sua beleza!

Filho simbólico x filho de verdade

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Oi gente...

Esse mês é o último em que fico na empresa. Em julho faria 3 anos que eu trabalhava como Coordenadora de RH.

Montei tudo do início. Quando cheguei, em 07/2008 eu tinha acabado de completar 31 anos e dizia que o RH parecia "um filho". (realmente eu não sabia do que estava falando!)

Na realidade como comecei tudo do zero, desde os processos, equipe e estrutura física, hoje avaliando meu trabalho vou deixar um "legado" para a empresa. Meu filho (RH) tem 2 anos e 11 meses e 5 dias (meu filho Pedro tem 1 ano 1 mês e 20 dias), rsrsrsrsrs, bem grandinho não? mas ainda tem muito o que aprender e as meninas daqui vão continuar cuidando dele.

Pois é... Sabemos que filho de verdade, mãe de verdade e experiência da maternidade de verdade são bem diferentes em tudo, são insubstituíveis e não poderão (pelo menos no meu caso, enquanto Deus permitir) ser repassadas para outras pessoas continuarem por mim.

Aliás, pelo meu filho de verdade, estou trocando de filho simbólico no campo profissional. Nada de viagens e trabalho aos sábados!

Ainda não sei em qual empresa vou trabalhar. Muitas oportunidades estão aparecendo, mas todas em fase de seleção. Algumas que eu queria muito não deram certo, mas apareceram outras que eu gostei também. Então que seja o melhor!

Estou muito confiante de que Deus encaminhou o melhor para mim e minha família.

E, falando de família, Pedro está cada vez mais seguro no desafio de andar. De repente, quando menos esperamos ele está andando sozinho pela casa. E eu insisto com todos de deixarem ele andar o máximo sozinho, passando segurança para ele.

Semana passada resolvi ir direto do trabalho para casa todos os dias. Nada de academia nem outra atividade e ainda dispensava a babá quando eu chegava para eu ter a experiência de cuidar dele sozinho nem que fosse por algumas horas. Consegui abstrair a culpa de não ter ido para academia, valeu a pena!

Esse fim de semana, fiquei em casa com ele, a babá faz a faxina todo sábado. Eu fiquei com Pedro e fiz o almoço.O pai ficou de sobreaviso no trabalho, só chegou depois das 17hs.

No domingo fiquei até umas 11h com Pedro em casa, só eu e ele, acordamos umas 8:30h, (sou preguiçosa, gosto de acordar tarde e isso me levou a um reflexão sobre a educação de hábitos do meu filho, depois conto), depois fomos para casa da vovó e curtimos o domingo por lá até papai chegar a noite.

No fim de semana costumo liberar mais a rotina e relaxar mais um pouco com relação a isso, sou mais flexível e faço coisas diferentes do que fazemos na semana, para testar ou para variar mesmo, como por exemplo: dar banho de chuveiro, não ficar olhando no relógio o tempo todo controlando a hora do Pedro comer e deixar me levar pelo instinto, dormir sem tomar banho (não significa necessariamente sujinho!), etc. Já basta a rotina da semana e tudo mais...

Outra novidade é que sábado fez 1 semana que coloquei uma cama de solteiro no quarto do Pedro para tentarmos uma nova maneira de colocá-lo para dormir sem ser na rede. E está dando certo.

Ontem iniciamos outra novidade, que resisti no início, mas como fim de semana é para ousar então vamos lá: fazer a higiene bucal depois do leite da noite que, como já contei aqui, é mais difícil e, de certa forma, (acho que inconscientemente eu mesma com meu medo não mudava), pois o Pedro sempre ficava sonolento e, para ele não despertar ou chorar e atrapalhar o sono dele, a gente colocava a chupeta imediatamente e passado alguns uns 20 min ele estava dormindo.

Conseguíamos fazer higiene bucal em todas as demais refeições do dia, menos nessa.(talvez por causa do meu medo dele não dormir logo! #cansaçodemaeanoite)

Daí que resolvemos comprar o creme dental sem flúor para fazer as limpezas e ontem, utilizamos a noite também. Bom, o pai queria fazer, eu resisti, mas depois aceitei.

O fato é que Pedro demorou para dormir, dormiu as 22h, normalmente dormentre 21h e 21:30h, mas não posso afirmar que foi por causa disso, pois outro fator ocorreu ontem que pudesse atrapalhar o sono da noite: ele tirou uma soneca de 50 min das 18h as 18:50h.

Então só durante os dias seguintes é que poderei afirmar se fazer a higiene bucal vai atrapalhar ou não o ritual do sono da noite. Ou se vai fazer parte de um novo ritual que, eu espero, seja tranquilo como o anterior.

Esses dias tive vontade de fazer um post sobre o desenvolvimento do Pedro, o que ele vem fazendo e aprendendo, as surpresas que nos dão alegria e satisfação. Leio tanto sobre isso nos outros blogs e percebi que coloco pouquíssimas coisas sobre isso. Acho que é porque o blog inicialmente e (talvez até hoje inconscientemente) foi criado para falar das minhas descobertas enquanto pessoa, mulher, mãe. Serve muito para meu autoconhecimento. Tem um efeito terapêutico. Por isso falo mais de mim e das minhas experiências do que as do Pedro, mas senti necessidade e nos próximos posts falarei sobre isso.

Até o próximo!

Indagações e flashes do cotidiano

terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje participei de uma palestra promovida por uma operadora de plano de saúde aqui do Estado. O título gostoso do evento: "Café com o RH" (adoro o café!)

Adivinhem quem era o palestrante, nada mais, nada menos que o Diretor do RH da Natura, o nome dele é Rogério.

Ele veio para falar de RH de Resultados, mas eis que o cara, trouxe um tema que eu venho lendo/pensando/propondo: FELICIDADE, AUTOCONHECIMENTO, PROPÓSITO DE VIDA, SENTIDO DA SUA VIDA, ESSÊNCIA...

Citou autores como: Nelson Mandela, Vitor Frankl, Joseph Campbel e o rabino que no momento não recordo o nome(confesso que só conhecia o Mandela), para embasar sua fala e a proposta do "Processo de Engajamento" que eles promovem para os líderes da Natura.

Foi aí que em um dado momento da palestra uma ficha/pergunta caiu na minha cabeça:
"QUAL O SENTIDO/PROPÓSITO DA MINHA VIDA?"

Num post anterior, eu falei que eu sou perfeccionista e que também estou procurando deixar de ser. O que é muito importante registrar! Os perfeccionistas querem tudo, tudo perfeito e não querem perder nada!

Não se pode ter tudo!

Então vive-se num dilema: A ESCOLHA. Tema também debatido aqui em outros posts meus.

Aí saquei tudo: Tenho dificuldade de escolher, pois tenho medo de perder!

Mas ainda bem que nessa caminhada eu dei passos adiante... Eu fiz uma escolha, ainda estou com medo das perdas, mas fiz e pronto! Preciso aprender!
-------------------------------------------------------------------------------

Passando para um outro ponto interessante. No encontro conversei com algumas amigas e o assunto era: filhos! hahahahahahaah

Fiz a pergunta clássica: Vocês pensam em deixar de trabalhar ? Ouvi um sonoro: NÃO!

Uma já tinha deixado a filha na creche quando ele fez 4 meses! (tadinha!)

A outra deixa com a avó! Bom, sabe, no dia a dia, quando tou caminhando na praça, ou dirigindo, ou andando pelas ruas, vejo uma cena frequente: senhoras idosas com crianças, concluo que sejam avós. O levando para escola, ou para médico, ou passeando.

Então penso: "Enquanto trabalhamos o dia inteiro, nosso filhos gostosos ficam com as vovós, ou com as babás, ou nas creches!"

Ainda não me acostumei com essa idéia!

Como nossas mães?... e A Escolha de Sofia...

sábado, 28 de maio de 2011

Parafraseei a frase de música do Belchior para otítulo de hoje.

Nesse momento Pedro dorme com o pai na rede e eu aproveito para escrever.

Desde que li o último post da Pri venho sobre o tema de hoje: ESCOLHAS.´

Para completar, recebi a edição desse mês da Vida Simples em que Eugenio Mussak fala sobre o que? ESCOLHAS...

Uma frase vinha passeando pela minha cabeça, antes de ler o artigo do Eugenio: "E quem não pode escolher, como é que fica?"

Pensava sobre isso para tentar diminuir minha ansiedade diante das minhas escolhas. Daí lembrei-me da história da minha mãe, que vai completar 60 anos esse ano, casada com meu pai há uns 35 anos, sendo meu pai 30 anos mais velho do que ela, isso mesmo, meu pai completar 90 anos esse ano.

Eu cresci com idéia fixa de jamais ser submissa a homem nenhum, de ser independente financeiramente, de trabalhar e não parar por causa de filho, pois eu escutava lamentações todos os dias sobre uma escolha que parecia não ter sido a melhor, mas também ficava só nas lamentações(percebam depois o quanto isso teve impacto sobre mim!). Vou contextualizar um pouco.

Eu sou a filha mais velha de 4 mulheres, antes de eu completar 1 ano minha mãe já estava grávida da minha 2ª irmã e, quando esta tinha uns 2 anos venho minha 3ª irmã.

Durante 9 anos convivemos muito proximamente, por isso vejo vantagem em ter filhos próximo um do outro, pois ficam mais amigos(mas eu vou querer esperar mais um pouquinho tipo 4 anos, se eu for ter outro). Até que nasceu minha 4ª irmã e assim se passaram os 22 anos até o momento em que estamos hoje.

Nós 4 não somos as únicas filhas do meu pai e da minha mãe, ou seja, eles têm filhos de outros relacionamentos. Meu pai já é bisavô!

Crescemos todas orientadas pela minha mãe para sermos diferentes dela e não fazer o que ela fez e eu entendi a mensagem assim:"não deixe de viver sua vida, não case logo, mas se casar não dependa do marido, não tenha filhos logo nem muitos para não dá trabalho e não desviar você do seu caminho!" o.O Acho que aprendi o recado direitinho. Só me casei depois de formada, só tive filho depois de pós graduada e casada, com carro, carreira estabilizada e com 32 anos. Putz! Não me arrependo! Foi tudo planejado,mas afinal aonde eu quero chegar né? vc deve está se perguntando.

Refletindo hoje sobre maternidadexcarreira vocês já viram que demonstrei vontade de largar tudo para ficar em casa! Ã? Como é que é? Sabe o que mãe disse: "eu não admito você deixar de trabalhar!" o.O

Nessas reflexões penso muito nas mães que nem podem escolher gente! Que nem passa pela cabeça dela alguma opção de escolha, simplesmente pelo fato de não existir opção, ou será que isso é ímpossível? Sim, se não vejamos:

- se eu posso escolher para mudar é por que tenho opções;
- eu posso não escolher mudar e isso por si só é uma escolha;
- mas se eu não tiver opções? exemplos? mães de famílias em situação de miséria, ou até menos, mas que tem uma vida bem precária! com quem elas deixarão seus filhos para irem trabalhar. Ou sempre teremos opções e é um efeito dominó e tudo depende da 1ª escolha? QUERO AJUDA GENTE NÇAO TOU AFIRMANDO TOU REFLETINDO MESMO.

Seja como for, eu pensei sobre isso para valorizar mais o meu momento atual que, na minha visão, poder escolher é um LUXO e que eu preciso valorizar e não despediçar com queixas e lamentações e menos sofrimento.

Isso vai ao encontro do que o Eugenio Mussak fala no artigo da Vida Simples deste mês, ele diz:" A escolha é um privilégio, o problema é a renúncia." "Escolher angustia, não poder escolher mortifica." E fala de um filme:"A escolha de Sofia" que eu não sei se terei coragem de assistir pelo pouco que ele falou, escolher entre 2 filhos para morrer, é mole?

E o que minha mãe tem a ver com isso, além dela ter feito questão durante esse tempo todo de dizer que era muito fácil eu falar "que foi uma escolha dela", em resposta as lamentações sobre a vida que ela levava ou leva? (Ainda hoje ela lamenta! =( )

Bom, vejam bem durante minha escolha sobre trabalhar fora ou não, veio uma ficha querendo cair... Os motivos que alego para parar são:

* poder ficar mais tempo com o Pedro e curtí-lo;
* acompanhar seu desenvolvimento intelectual, físico-motos, emocional, sua alimentação;
* orientar sua educação, na formação de hábitos, e não terceirizar essa função;
* e exercer plenamento de fato e de direito meu papel de mãe.

Na minha cabeça, acompanhar mais meu filho significa que ele sérá um bom homem e homem bom, de bem, educado, seguro, forte, assertivo, afetivo, inteligente, etc, etc de tudo que for bom. Ops! Aonde vem dizendo essa garantia?

Pois bem a ficha caiu e veio a pergunta: "Como minha mãe fez?" É, minha mãe não trabalhou, era dona de casa 24 horas , todos os dias da semana. E a garantia?

Gente, um balde de água fria. Era para eu ser uma mulher boa e boa mulher, de bem, educada, segura, forte, assertiva, afetiva, inteligente, etc, etc de tudo de bom.Mas de onde eu tirei isso hein! Que louca!

Em parte eu tenho muito do que citei acima, e outras tantas coisas boas, mas tem muita coisa que precisa melhorar como por exemplo: AUTO ESTIMA, ASSERTIVIDADE, SEGURANÇA.. Qualidades que valorizo muito no ser-humano. Lembram do impacto que faleui lá em cima sobre as atitudes da minha mãe?

Então conclusão: Cada vez mais me convenço de que não é quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos que os farão melhores, mas a qualidade com que utilizamos esse tempo. Talvez a dor da ausência seja mais nossa do que deles e não sabemos lidar com ela. O fato de minha mãe ter ficado em tempo integral, porém só lamentando e as vezes mais cumprindo o papel de dona de casa de deixar tudo arrumado, do que brincando conosco, falando de seu afeto por nós de forma direta e olhando no olho, ser transparente com seus sentimentos, demonstrar boa auto estima e segurança, mostrou o quanto essa QUALIDADE é importante minhas amigas!

Detalhe, não questiono em nenhum momento o amor de minha mãe por suas filhas, mas ela não soube demonstrar durante toda minha infancia e adolescencia, hoje depois de adulta as demonstrações partem de mim, por uma busca minha e que tem nos feito muito bem. E tem muita coisa boa também que ela me ensinou, os princípios e valores éticos, de responsabilidade e o cuidado para não fazer besteira na vida, estudar, trabalhar e até a independência dos homens até certa medida foram fundamentais.

E para concluir quero citar algo que me ajudou muito essa semana e foi da Chris Dumont vou colocar o link dela no final:"A mãe não está presente apenas na sua presença física. A mãe está presenre na casa organizada, na comida gostosa, no uniforme cheirosinho, eu acrescento, no abraço, no olhar no olho, no dizer que ama, no parar para brincar, no tom da voz amoroso.. a criança sente que esse cuidado com ela foi estabelecido pela mãe.... coselho que dou é que uma vez trabalhando, os momentos em que estivwer com ele, esteja só com ele. Mães felizes geram filhos felizes."


Agora Pedro acordou e o momento dele, só dele.. até mais...

Link da Chris: http://chrisemcuritiba.blogspot.com

Finalmente: uma decisäo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nesse momento sao quase meia noite e eu posto pelo meu blackberro como diz meu marido. E aonde estou? Em Russas, uma cidade do interior a 250 km da capital. E nao, Pedro nao está comigo. Nem o marido. Mas tou tranquila vim cumprir minhas responsabilidades profissionais e como trabalho com gestao de pessoas, treinamento, selecao, rh, sou psicologa, enfim enquanto estiver na empresa cumprirei meu papel corretamente. Pedro agora deve ta no seu soninho na casa vovó pq papai sai cedo, antes da babá chegar.
E a decisao? Sim, ja ia esquecendo. Vou mudar de empresa, sem viagens e sem trabalho aos sabados. Queria mesmo era dá um tempo de 1 a 6 meses por ai, mas nao sei se vai dá. Enfim cenas dos proximos posts..

Boa Noite gente fiquem com Deus

A verdade nua e crua...(preciso assumir)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Recebi um feedback hoje muito importante para mim que despertou sobre uma verdade nua e crua que preciso assumir e digerir em público.. no âmbito privado já fiz isso várias vezes... mas essa verdade tem a ver exatamente com a minha relação com o público... Dessa verdade surgiram outras e outras...

E preciso escrevê-las, pois quando escrevo é como se eu fizesse uma terapia...

1º eu ainda sou uma perfeccionista assumida que necessita da validação do outro para algumas das minhas decisões... (já mudei muito, mas preciso melhorar... precisar melhorar sempre, é mal de perfeccionista.. ai que saco!)

2º por causa disso, em situações difíceis e conflitantes não consigo tomar uma decisão de forma assertiva e fico ruminando o assunto, perguntando a um e a outro a opinião do que seria melhora fazer, pois quero acertar sempre...

Hoje tenho um dilema que foi o motivo da minha entrada no mundo dos blogs de mãe:
maternidade x carreira... Perguntas rodeiam minha cabeça diariamente:

-Quero mesmo dedicar meus dias inteiros e semanas inteiras para meu filho?
-Quero mesmo deixar de trabalhar totalmente?
-O que realmente quero?
-O que realmente preciso?
-O que realmente é importante?
-Tempo para educar como dimensionar e avaliar Qualidade x quantidade?
-Eu sou a que fica menos tempo com meu filho, isso tá certo?
-O que vai me fazer uma feliz?
- O que vai fazer meu filho feliz?
-Jesus me ajuda! me dá um sinal!

Que saco gente!!!

Têm outras perguntas, mas ela são do futuro, e aí é covardia, pq o futuro é escuro.. não tem como saber...paciência!

Vou continuar pensando!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...