Faz um bom tempo que esse título martela em minha mente para ser o próximo post do blog depois de um tempo sem escrever.
Depois de 6 meses sem escrever nada, falar sobre como e aonde estou hoje é consequência natural.
Nesse período mudei de empresa e tenho novos desafios.
Nesse período resolvi novamente tentar emagrecer e melhorar minha alimentação e meu corpo esteticamente.
Perdi 7kg e mudei meus hábitos, reduzi medidas, realmente um resultado e tanto.
Hoje faço muay thai e musculação diariamente, fico quase 2h na academia após o trabalho e corro 6km nos fins de semana. Minha alimentação é a mais saudável possível, de 3h em 3h e realmente voltada para o ganho de massa magra.
Aprendi que a balança realmente não é a mais importante da história, embora me pese diariamente, pois ela fica bem acessível, mas não encano mais com ela.
Tive, e ainda tenho, que aprender a ser flexível comigo, com os outros, com tudo. A saber conciliar o trabalho, a maternidade, a academia, o marido, ou seja, arranjar tempo e as vezes perceber que não tem tempo. Descobri (pois não era consciente) que sou metódica o que tem o lado bom e ruim, por isso a necessidade de aprender a se flexível, com horários e compromissos e metas estabelecidas.
Descobri que gosto muito de organização e que ver bagunça me dá agonia, mas que também consigo fazer vista grossa quando num domingo prefiro descansar ou passear ou curtir o tempo livre.
Se antes eu tinha o dilema da maternidade x carreira, agora o dilema pode maternidade x academia.
Ver os resultados é bom, mas perceber que não estou dando tanta atenção como deveria ao meu filho me incomoda. Depois da academia chego cansada e já é hora dele dormir. Agora ele traz tarefa da escola 3x por semana e quero acompanhar. É cansativo, as vezes é chato.
Sou impaciente e ansiosa, isso eu já sabia e já tinha afirmado por aqui, a diferença é que agora procuro reconhecer e aceitar meus defeitos sem lamentações, embora seja dolorido.
Percebem que tudo isso tem a ver com a pergunta: Quem sou eu?
Estes 6 meses de mudanças estão me auxiliando no processo de autoconhecimento. Esse processo é intermitente e tem suas nuances. Quando começa tenho medo dele, pois tenho medo de mim, do que vou encontrar, depois que não tem por onde correr e jeito é encarar a sensação é de segurança e leveza, pois nada melhor do que a lucidez para nos orientar a crescer como seres humanos.
Estou na conquista do corpo que eu achava que nunca mais conseguiria ter depois da gravidez, mas também percebi que isso não é mais o MAIS IMPORTANTE.
Como percebi? O vazio. Quando fazemos algo e sentimos um vazio é porque tem algo errado. Não acham? Eu acho. Ou será que não sei lidar com o simples e óbvio de que é só isso mesmo. Será que crio expectativas demais sobre tudo e todos. Sobre a vida? Sobre o que a de vir? Será? Enquanto escrevo me pergunto.
Ainda quero fazer tanta coisa: curso de inglês; outra especialização; oferecer minha contribuição ao mundo; ler mais; ser mais leve; ser mais eu. Mais quem sou eu? Volta a pergunta.
Em 2014 resolvi retornar as reuniões do Grupo Espírita Paz e Bem, que auxilia no equilíbrio espiritual e no autoconhecimento. Cuidar do corpo e do espírito. Também coloquei Pedro na evangelização infantil.
Pedro já faz fazer 4 anos. Está cada vez mais esperto e conversa melhor com a gente. Já desenha bem, tem mais autonomia; está melhorando a coordenação motora fina; falando frases; excelente memória; com senso de organização. Comendo coisas saudáveis. Ainda não toma refrigerante e espero que nunca queira. Mas adora chocolate, doces e afins.
Tenho sentido cada vez mais a necessidade de estabelecer prioridades, critérios e selecionar mais o que realmente é importante na minha vida e vale a pena lutar, buscar. No processo de autoconhecimento percebo nitidamente que preciso ser mais humilde, tenho que baixar a crista várias vezes, ter mais foco, viver mais a minha vida e não se incomodar com as dos outros, nem se incomodar se os outros vão se incomodar com a minha. Viver a minha vida. Não de forma egoísta, deixar de se incomodar para se importar com os outros, mas sem expectativas ilusórias e ridículas. Viver a minha vida para me preencher com o que busco fora, com o que Deus me deu e não percebo. Decidir por mim mesma. Escolher pelo que realmente acredito. Saber onde estou e quem sou eu por mim mesma e não pelos outros.
Essa ainda sou eu, que usa este blog para o encontro consigo mesma. Até a próxima.
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Quem sou eu? Onde estou? Novos dilemas...Velhas histórias...
domingo, 16 de fevereiro de 2014
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Como administrar o tempo?
domingo, 28 de abril de 2013
Queria um teclado maior no tablet para escrever aqui sem ter que voltar tanto para corrigir os erros de digitação. Bom, o fato é que faz tempo quero postar e não conseguia. Tantas coisas pensei em postar nessas ultimas horas. Coisa de quem quer que todo mundo saiba o que você tá pensando para ouvir a opinião, de preferência a aceitação, do que você postou. Sim, esta sou eu, uma pessoa dependente da aprovação dos outros e que tem se visto cada vez mais sem essa possibilidade e na angústia precisa encontrar uma solção que no momento parece solitária e cruel, mas necessária para seu amadurecimento como pessoa.
Com isso penso que preciso tomar decisões importantes em minha vida, prioridades, renúncias.
Não consigo mais dá conta de vária-muitas coisas ao mesmo tempo. Desde que me tornei mãe meus tempos psicológico e emocional mudaram muito. Minha memória.Minha energia física. Meu humor. Minha determinação.
Isso tem gerado um estresse tremendo. Dores no corpo, de cabeça, nervosismo, irritação, desânimo, vontade de chorar.Muito ruim tudo isso. Preciso olhar mais para minha vida. Focar em um objetivo e dedicar minhas energias nisso. Se não dá mais tempo de algumas coisas ocorrerem ou eu dar conta então sinal de mudanças de planos.
Os dias estão cada vez mais corridos, tanta coisa para fazer. E não consigo dar conta e isso gera uma frustração que não tou conseguindo administrar.
De tudo na vida que eu faço hoje preciso estabelecer as prioridades, ver o que é diário, semanal, mensal, esporádico, contínuo e lidar com os imprevistos que surgem.
Bom e é isso.
Agora dé organizar uma planilha com tudo isso e tentar administrar da melhor forma, inclusive pensando nas minhas emoçoes, limitações e possibilidades,
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Saindo de cima do muro
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Todo mundo sabe que quando criei o blog foi para falar sobre
meu dilema maternidade x carreira e também desabafar, refletir e falar do
desenvolvimento do meu filho.
Comecei como todas começam, timidamente e aos poucos fui desenrolando, conhecendo e seguindo outros blogs, interagindo, novo layout e redes sociais, enfim, fiz o que eu achava bacana fazer.
Até que o tempo foi passando e percebi que precisava parar para pensar no que realmente eu queria, para que? Por que? Para quem? Qual era o meu lugar e o do blog? E qual a nossa razão de ser? Resposta: Descobrir e informar.
Muitas mudanças na vida real e exigiram de mim realmente ficar na realidade e cuidar dela para cuidar de mim e aos que estavam ao meu redor.
Então que diante dessas mudanças, tenho me posicionado mais e mais. Convicções sendo fortalecidas e me sinto saindo de cima do muro diante de algumas questões tão importantes e de impacto no mundo.
Existem assuntos que mechem comigo de um jeito mais forte:
Deus,
consumo consciente,
relação pais e filhos,
valorização da vida,
educação infantil,
autoestima,
gentileza e respeito,
arte em geral,
estímulo a leitura,
alimentação saudável,
Comecei como todas começam, timidamente e aos poucos fui desenrolando, conhecendo e seguindo outros blogs, interagindo, novo layout e redes sociais, enfim, fiz o que eu achava bacana fazer.
Até que o tempo foi passando e percebi que precisava parar para pensar no que realmente eu queria, para que? Por que? Para quem? Qual era o meu lugar e o do blog? E qual a nossa razão de ser? Resposta: Descobrir e informar.
Muitas mudanças na vida real e exigiram de mim realmente ficar na realidade e cuidar dela para cuidar de mim e aos que estavam ao meu redor.
E o blog ficou quase 2 meses parado, sem atualização, mas
minha vontade de fazer algo de melhor pelas pessoas não parou.
Penso que podemos ajudar aos outros de várias formas e uma delas na
atualidade, são as redes sociais.Então que diante dessas mudanças, tenho me posicionado mais e mais. Convicções sendo fortalecidas e me sinto saindo de cima do muro diante de algumas questões tão importantes e de impacto no mundo.
Existem assuntos que mechem comigo de um jeito mais forte:
Deus,
consumo consciente,
relação pais e filhos,
valorização da vida,
educação infantil,
autoestima,
gentileza e respeito,
arte em geral,
estímulo a leitura,
alimentação saudável,
Cada um deles se desdobram em vários aspectos como temos visto nos variados grupos de discussões nas redes sociais e em movimentos que já existem a muito tempo, mas que eu acompanhava bem de longe.
Resolvi sair de cima do muro em alguns e me posicionar mais em relação a outros e, na medida do possível, utilizar o Descobertas como um canal para esclarecimento e troca de idéias tanto para mim como para outras pessoas.
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o tempo, as escolhas, o copo, a pollyana, a razão, a felicidade, o morango e o chocolate
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Primeiro, antes das explicações sobre este título tão extravagante, quero agradecer aos comentários sobre o post anterior que foram muito profundos e maduros! Eu estava precisando meeeeesmo ouví-los. (ao ler escutei a voz de vocês aqui viu!! rá!)
Bom e vamos as explicações sobre o título:
o tempo e as escolhas
- referências sobre o post de ontem e sobre nossa situação de vida constante
o copo
- sabe aquela história: o que você vê?
a pollyana
- otimismo x pessimismo, podemos escolher!
a razão e a felicidade
o morango
- não sei por que sempre admirei o morango, mas não é fruta fácil aqui em Fortaleza. Depois de adulta é que vejo mais nos supermercados e minha irmã descobriu que nosso morango não é morango de verdade como ela diz, rsrsrs, pois normalmente são azedos e de tamanho médio. Ela diz que no Rj são grandes e saborosos. Adoro a cor , apesar do vermelho não fazer parte da minha vida quando se trata de roupa, acessórios, etc. Gosto do formato, da cor e do cheiro.Especialmente ela faz parte do meu dia, ele também lembra um coração né?
o chocolate
E hoje o post ficou com gosto de quero mais né???
Bom e vamos as explicações sobre o título:
o tempo e as escolhas
- referências sobre o post de ontem e sobre nossa situação de vida constante
o copo
- sabe aquela história: o que você vê?
![]() |
| tá meio cheio ou tá meio vazio? |
- otimismo x pessimismo, podemos escolher!
![]() |
| um livro que ainda não li! faz falta? |
a razão e a felicidade
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| e vocês? |
- não sei por que sempre admirei o morango, mas não é fruta fácil aqui em Fortaleza. Depois de adulta é que vejo mais nos supermercados e minha irmã descobriu que nosso morango não é morango de verdade como ela diz, rsrsrs, pois normalmente são azedos e de tamanho médio. Ela diz que no Rj são grandes e saborosos. Adoro a cor , apesar do vermelho não fazer parte da minha vida quando se trata de roupa, acessórios, etc. Gosto do formato, da cor e do cheiro.Especialmente ela faz parte do meu dia, ele também lembra um coração né?
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| eu sei que é montagem? |
- quem me conhece sabe que esse é meu pecado, minha tentação. Agora junte chocolate e morango e o fascínio fica completo. E o que tudo isso tem a ver com o resto.
Hoje faço 5 anos de casada: tempo, escolha, otimismo, razão, felicidade, morango e chocolate fizeram, fazem e farão parte desta história. Ingredientes temperados com: amor, respeito, confiança, cumplicidade, alegria, paciência, trabalho, esforço, diferenças, rotina e um filho para chamar de nosso!
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Sobre meu tempo e minhas escolhas
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O tema: escolhas, é recorrente nos blogs maternos. Por que será hein? Todas sabem!
Só essas semana já vi na minha listas de blogs dois com este tema no título, o da Ivana e o da Ananda. Logo que vi, cliquei para ler.
Não muito diferente acontece com o tema: tempo. Presente nos marcadores de quase todas.
Tomarei a liberdade neste post de plagiar o título do post da Ivana, cheguei em casa hoje pensando sobre meu tempo e minhas escolhas quando me dei conta que pensava no mesmo assunto mas num prisma diferente.
Ela começou o post dela assim: "Desde que tive filhos o meu tempo mudou"... pois é o meu também! Acho que o seu, e de fulana e de sicrana, enfim de todas!
Diferente da Ivana e de outras tantas mais que admiro, eu diria a frase assim:"Desde que meu filho nasceu meu tempo mudou", afinal, todos sabem, só tenho 1 filho, mas o suficiente para me fazer sentir num dia como hoje, ao chegar do trabalho, a sensação de estar pela metade em tudo o que faço e de não estar muito satisfeita com isso não!
Essa semana estamos numa rotina diferente, pois minha mãe, viajou e ficar 10 dias fora, isso é suficiente para mudar a rotina de todos lá de casa, o que inclui eu e minhas irmãs, pois temos nosso pai com 90 anos, que apesar de lúcido e bem de saúde, precisa de atenção e cuidados, companhia, etc. Minha mãe pediu para todos os dias levar Pedro para lá para alegrá-lo.
Além dessa mudança, estou envolvida com um evento no trabalho que há um tempo venho organizando e finalmente chegou o dia, o que me exige concentração e dedicação, chegar mais cedo, não almoçar em casa e só sair quando tudo estiver terminado. Começou hoje e termina sexta.
Eu tinha iniciado no fim de semana com a história do desfralde, penico,cuecas, mas resolvi esperar minha mãe voltar.
Ontem, na maior correria tinha a pediatra do Pedro, que assim como Ivana, faço questão de levar, mas já adiei por duas vezes a consulta de retorno com a pneumologista e nem fui pegar o RX do Cavum para saber das tais adenóides. Saí da pediatra com uma requisição de exame de urina que só poderei fazer depois deste evento da empresa, não é nada grave nem urgente, mas por mim, já teria feito.
Daí que hoje, chego em casa e:
- vejo louça suja na pia, eu louca para tomar um banho, e a louça vai aguardar a babá chegar
- penso nos livros comprados há 15 dias e nem início de leitura
-penso na minha dieta do vigilantes do peso toda atrasada e faltei a reunião semanal que era hoje
essa semana já sei que não vou conseguir ir na academia e hoje era dia de fazer ginástica em casa com Solange Frazão , não riem de mim :-p
-penso que amanhã faço 5 anos de casada e espero conseguir comemorar devidamente com meu marido
-vejo alguns cantos da casa com bagunça
-vejo notas fiscais que guardo para doar e sempre esqueço se amontoando
-vejo espaços na minha casa que não mudo ou não mexo ou simplesmente ignorei há meses
-fico impaciente com Pedro, as vezes ele só quer dormir comigo e tem acordado a noite, quase todas as noites
-percebo que preciso retomar o acompanhamento da alimentação do meu filho no sentido de comprar novas comidas e orientar a babá a oferecer, pois ele tem negado uma parte do jantar
-os blogs que não leio e não acompanho mais com antes
-no marido que quer atenção
- os posts que brotam na minha mente
Mas hoje estou cansada gente e a única coisa que me vem é que todas essas coisas acima são da minha responsabilidade também, mas tá tudo pela metade e não me sinto feliz com isso.
Eu sei, eu sei... Já falamos muito, eu mesma já falei em algum lugar aqui ou acolá, sobre baixar as expectativas. De parar com esse negócio de querer tudo perfeito.
Eu sei disso, mas acho que nem se trata disso somente. Tem a ver com o meu tempo, tem a ver com as minhas escolhas.
A minha vida mudou também depois que o Pedro nasceu, totalmente escolha minha e faço tudo o que posso para curtir da melhor maneira possível, os melhores dias para mim são os fins de semana, quando sinto liberdade para aproveitar tudo o que essa escolha me proporcionou e não falo aqui de ficar brincando com o filho não. Tem sábados e domingos que fico exausta, mas sempre acho que vale super a pena.
Espero em breve repetir este título para contar de uma maneira mais gostosa e leve e consciente, como usei melhor meu tempo e fiz minhas escolhas!
Só essas semana já vi na minha listas de blogs dois com este tema no título, o da Ivana e o da Ananda. Logo que vi, cliquei para ler.
Não muito diferente acontece com o tema: tempo. Presente nos marcadores de quase todas.
Tomarei a liberdade neste post de plagiar o título do post da Ivana, cheguei em casa hoje pensando sobre meu tempo e minhas escolhas quando me dei conta que pensava no mesmo assunto mas num prisma diferente.
Ela começou o post dela assim: "Desde que tive filhos o meu tempo mudou"... pois é o meu também! Acho que o seu, e de fulana e de sicrana, enfim de todas!
Diferente da Ivana e de outras tantas mais que admiro, eu diria a frase assim:"Desde que meu filho nasceu meu tempo mudou", afinal, todos sabem, só tenho 1 filho, mas o suficiente para me fazer sentir num dia como hoje, ao chegar do trabalho, a sensação de estar pela metade em tudo o que faço e de não estar muito satisfeita com isso não!
Essa semana estamos numa rotina diferente, pois minha mãe, viajou e ficar 10 dias fora, isso é suficiente para mudar a rotina de todos lá de casa, o que inclui eu e minhas irmãs, pois temos nosso pai com 90 anos, que apesar de lúcido e bem de saúde, precisa de atenção e cuidados, companhia, etc. Minha mãe pediu para todos os dias levar Pedro para lá para alegrá-lo.
Além dessa mudança, estou envolvida com um evento no trabalho que há um tempo venho organizando e finalmente chegou o dia, o que me exige concentração e dedicação, chegar mais cedo, não almoçar em casa e só sair quando tudo estiver terminado. Começou hoje e termina sexta.
Eu tinha iniciado no fim de semana com a história do desfralde, penico,cuecas, mas resolvi esperar minha mãe voltar.
Ontem, na maior correria tinha a pediatra do Pedro, que assim como Ivana, faço questão de levar, mas já adiei por duas vezes a consulta de retorno com a pneumologista e nem fui pegar o RX do Cavum para saber das tais adenóides. Saí da pediatra com uma requisição de exame de urina que só poderei fazer depois deste evento da empresa, não é nada grave nem urgente, mas por mim, já teria feito.
Daí que hoje, chego em casa e:
- vejo louça suja na pia, eu louca para tomar um banho, e a louça vai aguardar a babá chegar
- penso nos livros comprados há 15 dias e nem início de leitura
-penso na minha dieta do vigilantes do peso toda atrasada e faltei a reunião semanal que era hoje
essa semana já sei que não vou conseguir ir na academia e hoje era dia de fazer ginástica em casa com Solange Frazão , não riem de mim :-p
-penso que amanhã faço 5 anos de casada e espero conseguir comemorar devidamente com meu marido
-vejo alguns cantos da casa com bagunça
-vejo notas fiscais que guardo para doar e sempre esqueço se amontoando
-vejo espaços na minha casa que não mudo ou não mexo ou simplesmente ignorei há meses
-fico impaciente com Pedro, as vezes ele só quer dormir comigo e tem acordado a noite, quase todas as noites
-percebo que preciso retomar o acompanhamento da alimentação do meu filho no sentido de comprar novas comidas e orientar a babá a oferecer, pois ele tem negado uma parte do jantar
-os blogs que não leio e não acompanho mais com antes
-no marido que quer atenção
- os posts que brotam na minha mente
Mas hoje estou cansada gente e a única coisa que me vem é que todas essas coisas acima são da minha responsabilidade também, mas tá tudo pela metade e não me sinto feliz com isso.
Eu sei, eu sei... Já falamos muito, eu mesma já falei em algum lugar aqui ou acolá, sobre baixar as expectativas. De parar com esse negócio de querer tudo perfeito.
Eu sei disso, mas acho que nem se trata disso somente. Tem a ver com o meu tempo, tem a ver com as minhas escolhas.
A minha vida mudou também depois que o Pedro nasceu, totalmente escolha minha e faço tudo o que posso para curtir da melhor maneira possível, os melhores dias para mim são os fins de semana, quando sinto liberdade para aproveitar tudo o que essa escolha me proporcionou e não falo aqui de ficar brincando com o filho não. Tem sábados e domingos que fico exausta, mas sempre acho que vale super a pena.
Espero em breve repetir este título para contar de uma maneira mais gostosa e leve e consciente, como usei melhor meu tempo e fiz minhas escolhas!
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Maternidade x carreira: as possibilidades
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Quando
retomei a blogar como nunca, estava no dilema maternidade x carreira. Conheci um blog
aqui e acolá e muitos, muitos outros falando de um tema que é comum a todas as
mães e mulheres.
Cada
vez mais esse espaço tem tomado conta de mim e da minha vida. Sinto-me uma
escritora, com direito a redigir no word agora, com tempo para pensar e
escrever dentro dos temas que penso todos os dias, apesar de gostar de postar
na hora que o pensamento vem, mas o tempo não tem deixado.
Daí
que ainda continuo trabalhando fora, Pedro tem 1 ano e 5 meses e eu ainda penso sobre o assunto que parece
não está fechado como eu imaginava.
E
de uma maneira bem humorada gostaria de lhes apresentar as 3 possibilidades e
suas repercussões que imaginei um dia desses.
Então
vamos lá!
Possibilidade 1 – Se eu deixasse de
trabalhar fora integralmente para ficar em casa cuidando do meu filho, da casa,
do marido, etc.
Conclusão: Vida de dondoca? Não, acho que não, não tenho
investimento suficiente para tal, mas restartaria
tudo na minha vida, seria uma reprogramação de tudo. Se eu ia gostar ou não, se
ia ser feliz ou não, isso não dá para dizer, é querer demais. Só sei que se fosse
meu destino aprenderia novas habilidades dentre elas: todas as tarefas domésticas
e uma rotina de dona de casa, mãe de família e esposa. Casa limpa, roupa lavada
e engomada, almoço e jantar do pequeno, quitutes e agrados culinários seriam
bem-vindos, menino na escola (esse dia vai chegar inevitalmente!), ajudar na
tarefa da escola, participar de reuniões na escola, fazer mercantil, levar ao médico,
fazer pagamentos. E o que eu iria fazer nesse horário? Ops! Opções tem várias,
desde de ficar em casa cuidando do que não tempo fazer no outro horário até
zilhões de outras coisas (tipo blogar facebookar, twittar, escrever, escrever).
Não dá para ver concordam! Mas fato é que o óbvio e prático está bem no bolo
dessa conclusão, que se encerra aqui por falta de mais elementos conclusivos.
Possibilidade 2 – Se eu deixasse de
trabalhar fora parcialmente para num horário trabalhar e no outro ficar em casa
cuidando do meu filho, da casa, do marido, etc.
Conclusão: Vida de dondoca? Não, acho que não, não tenho
investimento suficiente para tal, mas restartaria
tudo na minha vida, seria uma reprogramação de tudo. Se eu ia gostar ou não, se
ia ser feliz ou não, isso não dá para dizer, é querer demais. Só sei que se fosse
meu destino aprenderia novas habilidades dentre elas: todas as tarefas domésticas
e uma rotina de dona de casa, mãe de família e esposa. Casa limpa, roupa lavada
e engomada, almoço e jantar do pequeno, quitutes e agrados culinários seriam
bem-vindos, menino na escola (esse dia vai chegar inevitalmente!), ajudar na
tarefa da escola, participar de reuniões na escola, fazer mercantil, levar ao médico,
fazer pagamentos. E o que eu iria fazer nesse horário? Ops! Estaria trabalhando minha gente! Vocês
pensaram que eu tinha errado na edição e repetido tudo era? Não, não! Rá! Só
que na minha opinião seria tudo praticamente do mesmo jeito com exceção da
ocupação nesse horário. Para isso precisaria conciliar muito bem os horários e
vida pela metade numa coisa e pela metade em outra. Tudo em nome de
um respiro para a maternidade. Agora trabalhando em que? Com o que? Em casa? Na
rua? Muito provavelmente na rua, mas tudo depende de outras escolhas
profissionais, daí é querer ir muito além do que não tenho condições no
momento.
Possibilidade 3 – Se eu não deixasse
de trabalhar fora. (essa talvez seja a mais fácil de falar já que é a que vivo
atualmente)
Conclusão: estaria como estou hoje. Pensando, pensando,
pensando, nas outras possibilidades e se uma delas não me satisfaz.
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Em busca da Serenidade
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Recebi
comentários muito bacanas sobre.
E
já li incontáveis links de outros blogs maternos sobre também.
Se
antes de ser mãe você já era perfeccionista, você deixar de ser com umas coisas
e passa a ser com outras.
O
assunto me levou a pesquisar no “perfeito” Google e encontrei um texto bastante
interessante AQUI!
Brincadeiras
a parte, hoje após algumas providências que tomei na busca de melhorar esse
aspecto da minha vida dentre outros, venho sentindo necessidade de falar sobre
o que mudou:
- Venho me
percebendo mais leve diante de algumas situações, sem sofrer por antecipação
como antes, sem expectativas o tempo todo;
- Menos sentimento
de culpa diante dos erros, dos imprevistos, da tarefa inacabada;
- Sinto mais coragem
para enfrentar situações que estão fora do meu controle, que antes eu
evitava ao máximo, pois como eu não tinha controle, vi os riscos como maiores.
E quem disse que a vida com riscos não era boa hein? ;
- Mais
tolerância com o próximo;
- Mais disposição
em ajudar o próximo de verdade
e a entender que todas as pessoas podem mudar mesmo que demore;
- Novas crenças
fortalecedoras de otimismo, de sucesso, de conquista, de paz, de
esperança, não exatamente aqui no plano material, especialmente
visualizando a vida futura no mundo espiritual, mas não vivo esse futuro
não, vivo o presente sim, só que mais convicta de que o planto hoje será
colhido amanhã;
- Tenho me sentido
mais segura diante das minhas escolhas passadas, presentes e futuras, com
mais auto-responsabilidade;
- Sinto-me mais
satisfeita com a vida e com tudo o que ela me oferece;
Já ouviram falar de Eneagrama? Se sim, ótimo! Se não,
podem ver um pouco sobre aqui!
Uma amiga me apresentou um livro que fala sobre o
assunto e me disse que tinha feito um curso e tal, que era muito bom e ajudava
muito no autoconhecimento.
Li o livro.
Ainda não fiz o curso.
No livro tem um breve questionário que te ajuda a
identificar qual o seu tipo, dos 9 tipos padrão de comportamento. Adivinhem
qual foi o meu?
Tcharam:
|
Características Positivas
· Disciplinados
· Objetivos
· Determinados
· Comprometidos
|
Características Negativas
· Intransigentes
· Rígidos,
intolerantes
· Exageradamente
exigentes
· Tensos
|
Alguém se achou aí? Mas tem mais coisa, muito mais
lá no site que indiquei acima. E no livro também. Cada um tem o seu tipo. Para
vício há uma virtude.
Então, que agora, fazendo terapia tudo ta ficando
mais nu e cru. A psicanálise nos leva a um encontro com o inconsciente e nele
está guardada tanta coisa sobre nós, nossa história. Enfim, e eis que me
encontrei com meu vício emocional de novo, a raiva, só que agora como eu falei,
nua e crua. Não dá mais para fugir dela, de não reconhecê-la, de não admiti-la
como presente desde o passado.
Em situações de stress, tensas em que não tinha habilidade
de lidar a minha saída era a raiva.
Ainda bem que para cada vício há uma virtude para neutralizá-lo.
Agora vivo em busca dela, coisa que vejo muitas
pessoas fazerem também nos dias de hoje tão loucos: em busca da serenidade.
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Convocando mães que trabalham fora
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
É uma enquete bem rápida, digna de facebook talvez, mas achei melhor fazer por aqui mesmo.
Vocês, mamães que trabalham fora, acham que seus filhos são (ou se tornaram) mais apegados, manhosos e dengosos, grudados em vocês devido isso?
Essa pergunta se deve a hipótese verbalizada por meus parentes queridos de que quando meu filho fica mais tempo comigo nos fins de semana, ou quando chego em casa, ou quando lembram o período de 15 dias que fiquei de "férias" (período de transição entre uma empresa e outra), ele muda.
Fica mais apegado a mim, manhoso, dengoso, grudado, tendenciando a birra. Tudo é a "mom mom".
Por isso, sob à pequena possibilidade que eu demonstre de mudar a minha opção sobre trabalhar ou não fora, todos caem em cima com esses argumentos assustadores e castradores.
E você deve estar se perguntando, e você Luciana o que acha? Você concorda com seus parentes?
E eu lhe respondo: SIM.
Nesses dias em que estou mais a disposição seja no tempo, no contato, na rotina percebo algo diferente no meu filho que confirma a hipótese abaixo.
Sinto que para conseguir fazer outras coisas que não sejam direcionadas para ele, entre elas, tomar banho enquanto ele estar acordado, preciso ser muito criativa e malabarista ou esperar ele dormir, ou não tomar banho, ou tomar banho junto.
Se eu filmasse um dia nosso, você veriam que não sou uma mãe superprotetora nem grudenta. De verdade! E não tenho remorso por isso, nem culpa. É o meu jeito e acho que deve existir sim limites.
Sinto necessidade de mostrar que existe o tempo juntos e o tempo separados.
Ele é ainda pequeno, mas aos poucos vou aumentando a intensidade desse ensinamento.
A fase de 100% tempo dependente da mamãe para mim, foi até ele saber andar e não conseguir pegar a comida sozinho.
Agora sinto como obrigação de mãe deixá-lo aprender a viver, a explorar o mundo que o cerca e ter segurança, com minha supervisão claro!
Pois bem, agora aguardo as respostas. E ficarei imensamente agradecida. Sei que cada caso é um caso!
Beijo a todas! E mais tarde farei minha participação na Blogagem Coletiva sobre a Ética na Blogosfera
Vocês, mamães que trabalham fora, acham que seus filhos são (ou se tornaram) mais apegados, manhosos e dengosos, grudados em vocês devido isso?
Essa pergunta se deve a hipótese verbalizada por meus parentes queridos de que quando meu filho fica mais tempo comigo nos fins de semana, ou quando chego em casa, ou quando lembram o período de 15 dias que fiquei de "férias" (período de transição entre uma empresa e outra), ele muda.
Fica mais apegado a mim, manhoso, dengoso, grudado, tendenciando a birra. Tudo é a "mom mom".
Por isso, sob à pequena possibilidade que eu demonstre de mudar a minha opção sobre trabalhar ou não fora, todos caem em cima com esses argumentos assustadores e castradores.
E você deve estar se perguntando, e você Luciana o que acha? Você concorda com seus parentes?
E eu lhe respondo: SIM.
Nesses dias em que estou mais a disposição seja no tempo, no contato, na rotina percebo algo diferente no meu filho que confirma a hipótese abaixo.
Sinto que para conseguir fazer outras coisas que não sejam direcionadas para ele, entre elas, tomar banho enquanto ele estar acordado, preciso ser muito criativa e malabarista ou esperar ele dormir, ou não tomar banho, ou tomar banho junto.
Se eu filmasse um dia nosso, você veriam que não sou uma mãe superprotetora nem grudenta. De verdade! E não tenho remorso por isso, nem culpa. É o meu jeito e acho que deve existir sim limites.
Sinto necessidade de mostrar que existe o tempo juntos e o tempo separados.
Ele é ainda pequeno, mas aos poucos vou aumentando a intensidade desse ensinamento.
A fase de 100% tempo dependente da mamãe para mim, foi até ele saber andar e não conseguir pegar a comida sozinho.
Agora sinto como obrigação de mãe deixá-lo aprender a viver, a explorar o mundo que o cerca e ter segurança, com minha supervisão claro!
Pois bem, agora aguardo as respostas. E ficarei imensamente agradecida. Sei que cada caso é um caso!
Beijo a todas! E mais tarde farei minha participação na Blogagem Coletiva sobre a Ética na Blogosfera
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Como nossas mães?... e A Escolha de Sofia...
sábado, 28 de maio de 2011
Parafraseei a frase de música do Belchior para otítulo de hoje.
Nesse momento Pedro dorme com o pai na rede e eu aproveito para escrever.
Desde que li o último post da Pri venho sobre o tema de hoje: ESCOLHAS.´
Para completar, recebi a edição desse mês da Vida Simples em que Eugenio Mussak fala sobre o que? ESCOLHAS...
Uma frase vinha passeando pela minha cabeça, antes de ler o artigo do Eugenio: "E quem não pode escolher, como é que fica?"
Pensava sobre isso para tentar diminuir minha ansiedade diante das minhas escolhas. Daí lembrei-me da história da minha mãe, que vai completar 60 anos esse ano, casada com meu pai há uns 35 anos, sendo meu pai 30 anos mais velho do que ela, isso mesmo, meu pai completar 90 anos esse ano.
Eu cresci com idéia fixa de jamais ser submissa a homem nenhum, de ser independente financeiramente, de trabalhar e não parar por causa de filho, pois eu escutava lamentações todos os dias sobre uma escolha que parecia não ter sido a melhor, mas também ficava só nas lamentações(percebam depois o quanto isso teve impacto sobre mim!). Vou contextualizar um pouco.
Eu sou a filha mais velha de 4 mulheres, antes de eu completar 1 ano minha mãe já estava grávida da minha 2ª irmã e, quando esta tinha uns 2 anos venho minha 3ª irmã.
Durante 9 anos convivemos muito proximamente, por isso vejo vantagem em ter filhos próximo um do outro, pois ficam mais amigos(mas eu vou querer esperar mais um pouquinho tipo 4 anos, se eu for ter outro). Até que nasceu minha 4ª irmã e assim se passaram os 22 anos até o momento em que estamos hoje.
Nós 4 não somos as únicas filhas do meu pai e da minha mãe, ou seja, eles têm filhos de outros relacionamentos. Meu pai já é bisavô!
Crescemos todas orientadas pela minha mãe para sermos diferentes dela e não fazer o que ela fez e eu entendi a mensagem assim:"não deixe de viver sua vida, não case logo, mas se casar não dependa do marido, não tenha filhos logo nem muitos para não dá trabalho e não desviar você do seu caminho!" o.O Acho que aprendi o recado direitinho. Só me casei depois de formada, só tive filho depois de pós graduada e casada, com carro, carreira estabilizada e com 32 anos. Putz! Não me arrependo! Foi tudo planejado,mas afinal aonde eu quero chegar né? vc deve está se perguntando.
Refletindo hoje sobre maternidadexcarreira vocês já viram que demonstrei vontade de largar tudo para ficar em casa! Ã? Como é que é? Sabe o que mãe disse: "eu não admito você deixar de trabalhar!" o.O
Nessas reflexões penso muito nas mães que nem podem escolher gente! Que nem passa pela cabeça dela alguma opção de escolha, simplesmente pelo fato de não existir opção, ou será que isso é ímpossível? Sim, se não vejamos:
- se eu posso escolher para mudar é por que tenho opções;
- eu posso não escolher mudar e isso por si só é uma escolha;
- mas se eu não tiver opções? exemplos? mães de famílias em situação de miséria, ou até menos, mas que tem uma vida bem precária! com quem elas deixarão seus filhos para irem trabalhar. Ou sempre teremos opções e é um efeito dominó e tudo depende da 1ª escolha? QUERO AJUDA GENTE NÇAO TOU AFIRMANDO TOU REFLETINDO MESMO.
Seja como for, eu pensei sobre isso para valorizar mais o meu momento atual que, na minha visão, poder escolher é um LUXO e que eu preciso valorizar e não despediçar com queixas e lamentações e menos sofrimento.
Isso vai ao encontro do que o Eugenio Mussak fala no artigo da Vida Simples deste mês, ele diz:" A escolha é um privilégio, o problema é a renúncia." "Escolher angustia, não poder escolher mortifica." E fala de um filme:"A escolha de Sofia" que eu não sei se terei coragem de assistir pelo pouco que ele falou, escolher entre 2 filhos para morrer, é mole?
E o que minha mãe tem a ver com isso, além dela ter feito questão durante esse tempo todo de dizer que era muito fácil eu falar "que foi uma escolha dela", em resposta as lamentações sobre a vida que ela levava ou leva? (Ainda hoje ela lamenta! =( )
Bom, vejam bem durante minha escolha sobre trabalhar fora ou não, veio uma ficha querendo cair... Os motivos que alego para parar são:
* poder ficar mais tempo com o Pedro e curtí-lo;
* acompanhar seu desenvolvimento intelectual, físico-motos, emocional, sua alimentação;
* orientar sua educação, na formação de hábitos, e não terceirizar essa função;
* e exercer plenamento de fato e de direito meu papel de mãe.
Na minha cabeça, acompanhar mais meu filho significa que ele sérá um bom homem e homem bom, de bem, educado, seguro, forte, assertivo, afetivo, inteligente, etc, etc de tudo que for bom. Ops! Aonde vem dizendo essa garantia?
Pois bem a ficha caiu e veio a pergunta: "Como minha mãe fez?" É, minha mãe não trabalhou, era dona de casa 24 horas , todos os dias da semana. E a garantia?
Gente, um balde de água fria. Era para eu ser uma mulher boa e boa mulher, de bem, educada, segura, forte, assertiva, afetiva, inteligente, etc, etc de tudo de bom.Mas de onde eu tirei isso hein! Que louca!
Em parte eu tenho muito do que citei acima, e outras tantas coisas boas, mas tem muita coisa que precisa melhorar como por exemplo: AUTO ESTIMA, ASSERTIVIDADE, SEGURANÇA.. Qualidades que valorizo muito no ser-humano. Lembram do impacto que faleui lá em cima sobre as atitudes da minha mãe?
Então conclusão: Cada vez mais me convenço de que não é quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos que os farão melhores, mas a qualidade com que utilizamos esse tempo. Talvez a dor da ausência seja mais nossa do que deles e não sabemos lidar com ela. O fato de minha mãe ter ficado em tempo integral, porém só lamentando e as vezes mais cumprindo o papel de dona de casa de deixar tudo arrumado, do que brincando conosco, falando de seu afeto por nós de forma direta e olhando no olho, ser transparente com seus sentimentos, demonstrar boa auto estima e segurança, mostrou o quanto essa QUALIDADE é importante minhas amigas!
Detalhe, não questiono em nenhum momento o amor de minha mãe por suas filhas, mas ela não soube demonstrar durante toda minha infancia e adolescencia, hoje depois de adulta as demonstrações partem de mim, por uma busca minha e que tem nos feito muito bem. E tem muita coisa boa também que ela me ensinou, os princípios e valores éticos, de responsabilidade e o cuidado para não fazer besteira na vida, estudar, trabalhar e até a independência dos homens até certa medida foram fundamentais.
E para concluir quero citar algo que me ajudou muito essa semana e foi da Chris Dumont vou colocar o link dela no final:"A mãe não está presente apenas na sua presença física. A mãe está presenre na casa organizada, na comida gostosa, no uniforme cheirosinho, eu acrescento, no abraço, no olhar no olho, no dizer que ama, no parar para brincar, no tom da voz amoroso.. a criança sente que esse cuidado com ela foi estabelecido pela mãe.... coselho que dou é que uma vez trabalhando, os momentos em que estivwer com ele, esteja só com ele. Mães felizes geram filhos felizes."
Agora Pedro acordou e o momento dele, só dele.. até mais...
Link da Chris: http://chrisemcuritiba.blogspot.com
Nesse momento Pedro dorme com o pai na rede e eu aproveito para escrever.
Desde que li o último post da Pri venho sobre o tema de hoje: ESCOLHAS.´
Para completar, recebi a edição desse mês da Vida Simples em que Eugenio Mussak fala sobre o que? ESCOLHAS...
Uma frase vinha passeando pela minha cabeça, antes de ler o artigo do Eugenio: "E quem não pode escolher, como é que fica?"
Pensava sobre isso para tentar diminuir minha ansiedade diante das minhas escolhas. Daí lembrei-me da história da minha mãe, que vai completar 60 anos esse ano, casada com meu pai há uns 35 anos, sendo meu pai 30 anos mais velho do que ela, isso mesmo, meu pai completar 90 anos esse ano.
Eu cresci com idéia fixa de jamais ser submissa a homem nenhum, de ser independente financeiramente, de trabalhar e não parar por causa de filho, pois eu escutava lamentações todos os dias sobre uma escolha que parecia não ter sido a melhor, mas também ficava só nas lamentações(percebam depois o quanto isso teve impacto sobre mim!). Vou contextualizar um pouco.
Eu sou a filha mais velha de 4 mulheres, antes de eu completar 1 ano minha mãe já estava grávida da minha 2ª irmã e, quando esta tinha uns 2 anos venho minha 3ª irmã.
Durante 9 anos convivemos muito proximamente, por isso vejo vantagem em ter filhos próximo um do outro, pois ficam mais amigos(mas eu vou querer esperar mais um pouquinho tipo 4 anos, se eu for ter outro). Até que nasceu minha 4ª irmã e assim se passaram os 22 anos até o momento em que estamos hoje.
Nós 4 não somos as únicas filhas do meu pai e da minha mãe, ou seja, eles têm filhos de outros relacionamentos. Meu pai já é bisavô!
Crescemos todas orientadas pela minha mãe para sermos diferentes dela e não fazer o que ela fez e eu entendi a mensagem assim:"não deixe de viver sua vida, não case logo, mas se casar não dependa do marido, não tenha filhos logo nem muitos para não dá trabalho e não desviar você do seu caminho!" o.O Acho que aprendi o recado direitinho. Só me casei depois de formada, só tive filho depois de pós graduada e casada, com carro, carreira estabilizada e com 32 anos. Putz! Não me arrependo! Foi tudo planejado,mas afinal aonde eu quero chegar né? vc deve está se perguntando.
Refletindo hoje sobre maternidadexcarreira vocês já viram que demonstrei vontade de largar tudo para ficar em casa! Ã? Como é que é? Sabe o que mãe disse: "eu não admito você deixar de trabalhar!" o.O
Nessas reflexões penso muito nas mães que nem podem escolher gente! Que nem passa pela cabeça dela alguma opção de escolha, simplesmente pelo fato de não existir opção, ou será que isso é ímpossível? Sim, se não vejamos:
- se eu posso escolher para mudar é por que tenho opções;
- eu posso não escolher mudar e isso por si só é uma escolha;
- mas se eu não tiver opções? exemplos? mães de famílias em situação de miséria, ou até menos, mas que tem uma vida bem precária! com quem elas deixarão seus filhos para irem trabalhar. Ou sempre teremos opções e é um efeito dominó e tudo depende da 1ª escolha? QUERO AJUDA GENTE NÇAO TOU AFIRMANDO TOU REFLETINDO MESMO.
Seja como for, eu pensei sobre isso para valorizar mais o meu momento atual que, na minha visão, poder escolher é um LUXO e que eu preciso valorizar e não despediçar com queixas e lamentações e menos sofrimento.
Isso vai ao encontro do que o Eugenio Mussak fala no artigo da Vida Simples deste mês, ele diz:" A escolha é um privilégio, o problema é a renúncia." "Escolher angustia, não poder escolher mortifica." E fala de um filme:"A escolha de Sofia" que eu não sei se terei coragem de assistir pelo pouco que ele falou, escolher entre 2 filhos para morrer, é mole?
E o que minha mãe tem a ver com isso, além dela ter feito questão durante esse tempo todo de dizer que era muito fácil eu falar "que foi uma escolha dela", em resposta as lamentações sobre a vida que ela levava ou leva? (Ainda hoje ela lamenta! =( )
Bom, vejam bem durante minha escolha sobre trabalhar fora ou não, veio uma ficha querendo cair... Os motivos que alego para parar são:
* poder ficar mais tempo com o Pedro e curtí-lo;
* acompanhar seu desenvolvimento intelectual, físico-motos, emocional, sua alimentação;
* orientar sua educação, na formação de hábitos, e não terceirizar essa função;
* e exercer plenamento de fato e de direito meu papel de mãe.
Na minha cabeça, acompanhar mais meu filho significa que ele sérá um bom homem e homem bom, de bem, educado, seguro, forte, assertivo, afetivo, inteligente, etc, etc de tudo que for bom. Ops! Aonde vem dizendo essa garantia?
Pois bem a ficha caiu e veio a pergunta: "Como minha mãe fez?" É, minha mãe não trabalhou, era dona de casa 24 horas , todos os dias da semana. E a garantia?
Gente, um balde de água fria. Era para eu ser uma mulher boa e boa mulher, de bem, educada, segura, forte, assertiva, afetiva, inteligente, etc, etc de tudo de bom.Mas de onde eu tirei isso hein! Que louca!
Em parte eu tenho muito do que citei acima, e outras tantas coisas boas, mas tem muita coisa que precisa melhorar como por exemplo: AUTO ESTIMA, ASSERTIVIDADE, SEGURANÇA.. Qualidades que valorizo muito no ser-humano. Lembram do impacto que faleui lá em cima sobre as atitudes da minha mãe?
Então conclusão: Cada vez mais me convenço de que não é quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos que os farão melhores, mas a qualidade com que utilizamos esse tempo. Talvez a dor da ausência seja mais nossa do que deles e não sabemos lidar com ela. O fato de minha mãe ter ficado em tempo integral, porém só lamentando e as vezes mais cumprindo o papel de dona de casa de deixar tudo arrumado, do que brincando conosco, falando de seu afeto por nós de forma direta e olhando no olho, ser transparente com seus sentimentos, demonstrar boa auto estima e segurança, mostrou o quanto essa QUALIDADE é importante minhas amigas!
Detalhe, não questiono em nenhum momento o amor de minha mãe por suas filhas, mas ela não soube demonstrar durante toda minha infancia e adolescencia, hoje depois de adulta as demonstrações partem de mim, por uma busca minha e que tem nos feito muito bem. E tem muita coisa boa também que ela me ensinou, os princípios e valores éticos, de responsabilidade e o cuidado para não fazer besteira na vida, estudar, trabalhar e até a independência dos homens até certa medida foram fundamentais.
E para concluir quero citar algo que me ajudou muito essa semana e foi da Chris Dumont vou colocar o link dela no final:"A mãe não está presente apenas na sua presença física. A mãe está presenre na casa organizada, na comida gostosa, no uniforme cheirosinho, eu acrescento, no abraço, no olhar no olho, no dizer que ama, no parar para brincar, no tom da voz amoroso.. a criança sente que esse cuidado com ela foi estabelecido pela mãe.... coselho que dou é que uma vez trabalhando, os momentos em que estivwer com ele, esteja só com ele. Mães felizes geram filhos felizes."
Agora Pedro acordou e o momento dele, só dele.. até mais...
Link da Chris: http://chrisemcuritiba.blogspot.com
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