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os outros assuntos...as polêmicas... e as descobertas...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Para mim é indiscutível o quanto cresci e amadureci com essas mães blogueiras pelo Brasil afora, que me fazem ri, chorar, refletir, pensar e, é claro, descobrir mais e mais sobre a maternidade e tudo o que cerca esse assunto.

Aliás aprendemos sobre muitas outras coisas além da maternidade: sobre arte, música, ecologia, consumismo, criatividade, educação...

Após quase 2 anos como mãe blogueira de forma mais ativa venho refletindo sobre alguns assuntos que antes eu me sentia em cima do muro ou concordava sem pensar muito ou entrava na onda mariavaicomasoutras.

Então que tenho visto temas como: consumismo e publicidade infantil, maternidade consciente, maternidade ativa, maternidade real, parto humanizado, amamentação exclusiva, cama compartilhada, livre demanda,  dentre outros afins, se tornarem bandeiras de muitos grupos nas redes sociais e nos blogs maternos, que eu sei que têm as melhores das intenções, bem como, são construídos a partir de reflexões inteligentes, de pessoas que estudam, pesquisam e se embasam bastante antes de abrir a boca e gritar por esses direitos. pessoas que tomam partido por esses assuntos, porque sabem do que estão falando, mesmo não tendo passado pela experiência, aliás, também por isso que lutam, porque descobriram, que podiam ter experimentado, se, soubessem antes o que sabem hoje, pelo menos é que parece.

Recentemente li os comentários de um antipost sobre maternidade real, escrito no dia das mães, que me chamou a atenção. nos comentários faziam críticas sobre o sentimento de culpa de mãe; ao fato de muitas mães colocarem mensagens no dias das mães que se tornaram pessoas melhores depois que se tornaram mães e sobre o padecer no paraíso. criticavam também que podiam usar essa história de maternidade real para desculpa para não fazer tudo o que podiam pelos filhos. enfim... era tanta mãe falando tanta coisa que gostava de ser mãe e do seu ou seus filhos, mas que queriam ter tempo para si, foi um caldeirão de contradição na minha opinião, mas que faz totalmente parte da maternidade. a gente vai e volta, sobre e desce nas gangorras até achar um equilíbrio. Senti que foi a oportunidade de dizer tudo o que estava entalado na garganta e muitas não tinham coragem de dizer. E isso é bom. Isso é ótimo, masss...

Tá certo... discordo completamente dessa história de padecer no paraíso...

Mas culpa de mãe ou culpa de qualquer natureza, ninguém sente não?

E, sinceramente, se você não se tornou uma pessoa melhor depois da maternidade, merece o Oscar da pessoa mais modesta do mundo.

Particularmente, e aí é sobre minha vida e experiência mesmo, sinto que a experiência da maternidade é tão transformadora, que não consigo imaginar uma pessoa continuar a mesma depois de ter filhos. não! isso nada tem a ver com romantismo, pois não sou romântica, sou até dramática, mas não sou romântica.

E sobre os assuntos lá de cima sabe qual a minha opinião?

Sou produto dessa sociedade capitalista, mas ainda bem que desde cedo conheci o Espiritismo e além disso meus pais nunca foram consumidores vorazes, embora, talvez, todavia, tivessem algum desejo recalcado de sê-lo.

Ainda me sinto amarrada a muitos paradigmas e fortes hábitos de minha infância e adolescência:

- adoro assistir TV... a 1ª coisa que sinto vontade de fazer quando chego em casa é ligar a TV, ainda bem que esse vício diminuiu bastante, principalmente com a falta de tempo, mas entrou outro, o da internet e blogs, facebook, o_O e aí? 


- ainda não consigo me imaginar fazendo parto em casa, nem fazendo livre demanda, nem amamentando meu filho com 2 anos.


- gosto da idéia do consumo consciente, da busca da sustentabilidade, embora adore uma novidade e tenha vaidades consumistas contrárias, mas que hoje reflito muito mais sobre antes de sair comprando tudo pela frente por impulso.


- culpa? a gente  sente quando faz algo que sabia que não deveria fazer ou deixa de fazer algo deveria ter feito...e isso é perfeitamente normal e humano.. precisamos aprender não a negar a culpa, mas a nos perdoar por nossos erros.

Enfim o que eu queria dizer com tudo isso é que me incomoda quando percebo que ao invés de compartilhar idéias estamos impondo implicitamente (com discursos bem elaborados e inteligentes, no maior estilo: falo o que quero, o que penso e dane-se o resto) rótulos do certo, do errado, do bom, do mau, do bonito, do feio entre nós mesmas, entre as mães.. que muitas vezes aparecem nas entrelinhas de posts.. eu sei que ler quem quer, concorda quem quer e a interpretação e aceitação é de cada um.

Afinal sempre achei esse espaço, a mommysfera, 100% democrático.

É ou não?

Sobre Choro e o NÃO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Há vários tipos e formas...

Os verdadeiros e os encenados

Os sentidos e os raivosos

Os estridentes e os calados

Mas sempre são acompanhados de lágrimas

Uma vez li em um desses livros sobre o sono dos bebês, que tudo dependia de como a gente lidava com choro...

Sou do tipo que se vejo uma cena emocionante e a pessoa chora, pode olhar para mim que os olhos estão cheios de lágrimas...

Apesar disso tenho vergonha de chorar na frente dos outros...

Desde que me tornei mãe não sei lidar muito bem com o choro de criança, sempre acho que estão fazendo algo de ruim com ela, mas logo tento lembrar que aqui em casa também tem choro, dos vários tipos, e que NUNCA estamos fazendo algo de ruim, pelo menos não usamos de violência física, nem beliscões, nem nada parecido. As vezes grito, coloco sentado no sofá, quando já tentei conversar e entender e a paciência já voou para o espaço há muito tempo.

Mesmo assim não sei lidar muitas vezes com esses choros aqui de casa.

Já ignorei. Já gritei.Já abracei.

Aprendi que esse foi a melhor alternativa até o momento. Foi o que calou o choro.

Mas, e os limites?

E entender que NÃO pode isso, NÃO pode aquilo?

Ou que a mamãe ou papai precisa almoçar, trocar de roupa, voltar ao trabalho, dormir, usar computador, assistir TV, e etc?

 E entender que o mundo NÃO gira ao seu redor? Apesar desse pequenino ser praticamente o nosso mundo?



Ah! As minhas reflexões!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Oi gente, tudo bem?
Tou pensando em abrir um marcador especial aqui só para minhas reflexões do trânsito, são as reflexões que faço quando estou dirigindo e viram um post, mas esse não é o assunto de hoje nem será a estréia desse marcador.

Hoje vim falar de outras reflexões, que surgem dos encontros e desencontros da vida na blogsfera ou na vida real, principalmente com relação a maternidade.

Hoje vim falar do que eu penso e almejo como mãe, daquilo que acredito serem os atributos necessários para ser mãe. Vejam bem: É UMA OPINIÃO BEM PESSOAL. É o que eu acho de verdade.

A parte que eu não gosto de ser mãe...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



...que trabalha fora.


Mãe que trabalha fora: aquela que tem que trabalhar os dois turnos como se fosse uma mulher que não tem filhos e chegar em casa para o terceiro turno sendo uma mulher que tem.

É mais ou menos como os super heróis que têm identidade secreta?

E precisam se transformar, as vezes depois do expedientes, as vezes no meio, as vezes antes....

Não gosto mais ainda quando ainda rola uma limpezas básicas de nº 2...Deus me perdoe!

ANTES

DEPOIS
(mas a mamãe não conseguiria fazer muita coisa com esse traje, essa unha não...
ainda chego lá nesse corpichio!)

Para que, quem ou por que, você escreve?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Não resisti e tive que voltar para escrever logo esse post antes que as idéias, após uma longa noite de sono, resolvessem escapar e não voltar mais no dia após o outro.

Para começar: Eu sou uma pessoa que gosto de ter liberdade de falar o que penso. Na realidade gosto de liberdade de modo geral...

Ah, os tutoriais...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Faz tempo que penso nisso...

Nunca fui de ler muito tutoriais, mas quando me descobri  grávida procurei informação em várias fontes, não necessariamente tutoriais.
Depois encontrei alguns com essa pretensão: ser um tutorial para mães.
As vezes tenho a sensação que no fundo a gente bem que queria ter um tutorial para cada coisa sobre o exercício da maternidade, acho que seria o maior livro do mundo sem fim com mais versões do que a tecnologia possa conceber.
Na realidade cada mãe tem e faz o seu tutorial!
Nós mães, na insegurança natural que nos acompanha, tendenciamos a querer um com todas as respostas, mas as perguntas são especiais e diferentes , são de cada mãe, cada bebê, cada família.

Na correria do dia a dia, na pressão, na vontade de acertar, caímos frequentemente nessa tentação.
Normal!
O mais difícil é perceber que a vida em si é um tutorial escrito on line, na medida em que se processa a experiência.
Eu, você e outras mães, nesse momento agora, estão escrevendo seus tutoriais.
Alguns até tem poder de autodestruírem em segundos, a gente esquece e faz outro bem diferente.
Ah! Mas como tem horas que eu queria ter tutoriais! Colocar no google: "como se faz isso?" e aparecer a resposta e eu aplicar, aprender e resolver.
 Vocês não?
o que eu faço agora?

baixei todos esses manifestos o grupo cria! e se você quiser pode pegá-los aqui

Vale a pena ler

domingo, 23 de outubro de 2011


O livro inteiro é muito bom, vale a pena ler. Eu não conhecia a autora, mas conhecia o seu trabalho sem saber que era dela, olha que alienada. Todo mundo conheceu o filme Divã e o seriado na Tv,  que eu assisti uma boa parte. Também ao ouvir: Doidas e Santas lembrei da peça de teatro que Cissa Guimarães estava atuando, bem na época do falecimento do filho. Tudo começou com o Pudim, é, o Pudim. Recebi um e-mail na empresa com esse texto. Gostei tanto que postei  aqui . Gostei tanto que fui atrás da autora. Atrás da seguinte forma: cheguei numa livraria e tinha um livro com o título sugestivo para meu momento naquela hora: Felicidade por Nada e o nome Martha Medeiros bem acima, tudo de uma forma que me chamou atenção, obviamente.
Um aaahhhh! de surpresa levemente saiu pela minha boca. Eu fui ali tomar café com uma amiga, conversar e olhar uns Dvd´s para Pedro. Saí de lá com café tomado, dvd´s comprados e mais dois livros: o da Martha e Édipo de Juan David Nasio.
O livro da Martha ainda ficou uns dias encostados, li primeiro o Édipo, pois estava decidindo pela terapia psicanalítica e queria rever os conceitos que vi na faculdade. Psicanálise sempre foi um mistério para mim. Tentei entender várias vezes, mas me custa muito aceitar alguns conceitos. Bom, mas voltando ao que interessa. Comecei a ler o livro da Martha e foi que nem aqueles casos que a gente não quer largar. Daí comecei a levar para onde eu ia. A leitura, posso dizer, é fácil, são crônicas do cotidiano. Do nosso, cotidiano! Ela traz assuntos e reflexões novas para mim, referências nas artes, na literatura, na vida, nas viagens e transforma em um texto envolvente. Por isso vou colocar o trecho que tem mais a ver com os assuntos que debatemos por aí e por aqui, achei a nossa cara.
Título: Mulheres na pressão
 “Claro que as mulheres podem tudo, está sacramentado. Mas será que devemos querer tudo? Onde foi parar nosso critério de seleção? Já não sabemos distinguir o que é prioridade e o pode ficar em segundo plano: tudo virou prioridade. E só uma mulher supersônica consegue ter eficiência absoluta em todos os quesitos: melhor mãe, melhor amiga, melhor filha, melhor namorada, melhor esposa, melhor profissional, melhor dona de casa e melhor bunda. É morte por exaustão na certa.
Eu proponho, nesse dia internacional da mulher, que a gente dê folga para nós mesmas. Vamos mudar de assunto. Que se pare de falar de mulheres que conseguiram engravidar aos 57 anos, que perderam 30 quilos em duas semanas, que beijaram 28 caras em duas noites de carnaval, que aprenderam a ganhar dinheiro sem sair de casa, que visitaram 46 países nos últimos 10 anos, que sobreviveram a tragédias, que conseguiram dominar as melenas, que são executivas completas, que possuem duas centenas de sapatos, que três semanas depois de se separar já estão felizes nos braços de outro, que preparam um risoto de funghi em 10 minutos, que têm disposição para rolar no chão com os filhos, que assistiram a todos os filmes em cartaz, que aparentam ter 15 anos menos, que exibem barriga de tanquinho um mês depois de parir, que lembram trechos inteiros dos clássicos que leram na época da faculdade, que superaram traumas, que arranjam tempo para fazer pilates, ioga, musculação e drenagem linfática. Dá orgulho, eu sei, mas é competência e uma autopromoção que beira o irreal.
Estou com saudades de ler e ouvir sobre as adoráveis qualidades dos homens. Eles merecem voltar a ser valorizados em seus atributos. Isso ajudaria a reduzir nosso stress. Com menos holofotes em nossa direção, deixaremos de nos cobrar tanto e recuperaremos um pouco da paz das nossas avós.     8 de março de 2009”
Crédito: Martha Medeiros – Felicidade por Nada – pág. 45 – 47.

E aí gostaram? Aos poucos vou postando alguns outros que me chamaram a atenção tanto quanto este e que mais do que isso, me ensinou algo, mudaram aqui dentro mesmo. Poucos livros mexeram tanto comigo, acho que tem a ver com a identificação, transferência enfim, lembram dos conceitos da psicanálise, pois é, estou aprendendo e experimentando.

Brainstorming materno

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Eu gosto muito de escrever, pois me faz muito bem, é como se estivesse fazendo uma terapia. Fico mais aliviada. O bônus é maior quando sou lida e reconhecida. Vários assuntos passam pela minha cabeça, geralmente são reflexões, não registros. 
Com a blogesfera venho desenvolvendo mais a escrita. É por isso que esse blog existe.
Hoje resolvi escrever assim, aleatoriamente, estilo brainstorming, depois eu separo por tema, ou como der.
***
Vários assuntos já passaram por minha cabeça e eu os perdi. Um deles tem a ver com o aprendizado com a Ivana - Coisa de Mãe, sobre a leitura, a forma como ela fala da leitura é tão cativante que despertou em mim essa necessidade, inclusive para melhorar minha escrita. Eu tenho um carinho especial por algumas pessoas da mommysfera, mais precisamente 3 pessoinhas: Mari, Ivana e Sarah. Acho que já falei aqui que foram os primeiros blogs de mãe que comecei a ler. E nunca deixo de ler. Se um dia eu tivesse que escolher só 3 para colocar na seção de blogs preferidos, com certeza seriam eles, o que seria uma maldade comigo, pois depois delas aprendi a gostar de mais umas tantas por aí que aprontam muito por aqui.
***
Assuntos que ainda não vi pela mommysfera: no caso de mães de menino, sobre o prepúcio e no caso de todas as mamães blogueiras, temos panelinhas na mommysfera?
Uma vez pensei em escrever um post com o título “sou mãe blogueira, não marketeira” para fazer menção ao fato que o objetivo principal dos blogs de mães na minha visão era falar de maternidade, o resto é conseqüência, mas não pode perder a essência.
Quem tiver escrito sobre prepúcio e/ou tiver dúvidas como eu, vamos conversar?
***
O que é maternidade real mesmo? De vez em quando me pego questionando o assunto, quando leio algumas coisas nos blogs ou observando a mim mesma ou o mundo ao meu redor, quando estou no trânsito e observo as pessoas.
Depois que me tornei mãe veio uma mania de observar criança em tudo que é lugar. E o pior! Observar em como ela está sendo tratada! Teve um período, que não podia ouvir choro de criança ao longe que achava que estavam maltratando. Ainda hoje fico grilada, mas diminuiu a intensidade, visto que, por experiência própria, me convenci que o choro nem sempre é de maus tratos.
Daí que me pego pensando nas mães desse mundo que encontro por aí também. 
Nas mães da nossa realidade brasileira, e se não são elas que exercem uma maternidade real. 
Sei que o termo remete à “melhor mãe que posso ser para meu filho”... mas esse tema tem sido recorrente aqui na minha cabeça. 
Penso que a maioria das mães brasileiras, não sabem o que é um blog, não tem a oportunidade que temos de estar aqui (ou eu estou subestimando? Se eu estiver me corrijam por favor!).
Esse luxo de fazer o que fazemos, de pensar, questionar, mudar, escolher: cesárea ou normal ou natural? Trabalhar ou não? 1 , 2 ou 3 filhos? Ou mais? Assistir tv ou não? Livros, dvd´s? comida orgânica? Amamentação exclusiva? Cinema? Brinquedos?
Não estou aqui puxando uma bandeira socialista, nem política, nem das causas sociais. Apenas, é mais uma das minhas reflexões que desejo compartilhar com vocês. Maternidade real ou maternidade realista?
***
 Resolvi deixar como veio.. uma verdeira chuva de idéias!!! E você o que acham?

Maternidade Real

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sei que passou o dia, e muuuito, mas eu quero e preciso escrever agora sobre isso. Então vamos lá:
Minha gravidez foi planejada, embora até os 31 anos (hoje tou perto dos 34) eu dizer que não sabia se queria ser mãe e só pensava dessa forma no que eu ia perder: a liberdade, e no que ia ganhar: responsabilidade, preocupação, trabalho.
Fiz minha pós graduação, casei, trocamos de carro, estava conquistando uma estabilidade e credibilidade profissional, consolidando minha carreira em RH, adquirindo mais experiência e segurança.
Tive a crise dos 30 anos: mulher tem prazo de validade para ter filho! ai meu Deus o que fiz em 30 anos! Jesus, daqui a pouco chega os 40 !

Ter ou não ter filhos? Marido quer? Eu quero? E aí? Sim, vamos ter sim! Quando? Os hormônios pareciam estar borbulhando dentro de mim e eu me via grávida e com filho. Mas a minha imaginação não trazia junto as sensações da realidade, era indolor e tudo parecia muito simples e fofo, cut, cut.
Bom, engravidei planejadamente sem erro, de 1ª assim, todo mundo estranha, mas foi assim mesmo, não tive tempo nem de desistir, ou seja, não foram várias tentativas. Não foi preciso. E aí pensei: "É porque Deus queria mesmo!"
Tomei um susto, chorei, fiquei com medo. Várias reações. Até os 3 meses me mantive tranquila, nada de sair comprando a torto e a direito. Primeiro tinha que saber o sexo, saber se estava tudo bem, enfim. Bem prática né! Sempre considerei pouco romântica com relação a isso e para mim tudo parecia muito simples. Fiz todos os exames, ultras, me cerquei de todos os cuidados, até procurei academia para malhar, parei de tomar café, tentei diminuir o chocolate e controlar o peso, meu maior temor era ficar gorda. Comecei a ler tudo o que podia sobre gravidez, desenvolvimento na internet e tal.
Fiz chá de baby, não de fraldas descartáveis, pois eu queria escolher; Ah! fiz e book de gestante também.
Pensei que ia ter uma semana de descanso entre a saída do trabalho e a chegada do Pedro, mas eis que a bolsa esoutra no dia seguinte a minha despedida, exatamente no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. E todo mundo dizendo :"Ele vai ser trabalhador!" e outros diziam: "Ele vai dar trabalho!" sei, sei...
Tranquilamente fomos para maternidade, nada de escandâlos e nervosismos. Eu tinha tudo na minha cabeça:
-meu parto foi cesáreo por opção mesmo, não queria sentir dor e arrisquei acreditar nas minhas amigas que fizram cesáreo de que depois também não tem essas dores todas que o povo fala;
-eu ia seguir as orientações do livro sobre os horários das mamadas, TIRANDO A PARTE DE DEIXAR CHORANDO, NÃO ISSO EU NÃO IA FAZER DE JEITO NENHUM, NEM FIZ;
-eu ia colocar uma cinta logo e foi ótimo pq cirurgia doeu menos;
-eu ia deixar meu filho dormindo sozinho do quarto dele desde cedo, até hoje funciona assim e vivo dependente da babá eletrônica e cansada de seu chiado;
-eu queria fazer tudo o que pudesse: dar banho, trocar as fraldas, pegar para dar de mamar, não precisava ninguém fazer isso por mim (FIZ TUDO ISSO E ME ORGULHO); só queria alguém para limpar a casa, fazer a comida e lavar e passar as roupas;
-eu queria voltar ao meu corpo de antes da gravidez, AINDA NÃO =(;
-eu queria que meus seios ficassem firmes e como antes da gravidez NÃO FICARAM =(;
-eu ia dar só leite materno até o máximo que eu pudesse FIZ ISSO SIM;
-eu ia colocar na creche se não encontrasse alguém de confiança para ficar com ele quando eu voltasse a trabalhar NÃO PRECISOU E ADIEI PARA OS 2 ANOS SE DER TUDO CERTO;
-eu ia conseguir lidar muito tranquilamente com a volta ao trabalho, NÃO ESTÁ SENDO BEM ASSIM AGORA;
-eu ia fazer academia depois do expediente sem me sentir culpada, DEFINITIVAMENTE NÃO;
-eu não ia deixar assistir TV tão cedo CONSEGUI ATÉ UM CERTO PONTO;
-nada de doces nem salgados SIM, SIM E SIM;
-nada de exageros com compra de roupas, aniversários, tudo simples, mas de bom gosto sempre SIM TAMBÉM;
-eu queria usar fraldas de pano, mas dá muito trabalho POIS É.. FRALDAS DESCARTÁVEIS MESMO;
-não queria dar chupeta de jeito nenhum, mas depois me arrependi e depois tentei dar de novo e o menino não aceitava até que de repente do 6º mês ele aceitou! UFA!! Mas SÓ para dormir!! Yes!
-eu controlei as sonecas dele;
- eu anotava tudo da rotina até uns 3 meses até que joguei o caderno de lado, nem sei aonde tá mais;
- eu li o Encantadora de Bebês e gostei de algumas coisas;
- até os 3 meses eu me senti uma mãe querendo ser muito prática e perfeita, sem me envolver muito com meu filho, sem curtir a maternidade na sua essência, com seus sabores e desabores, com medo de errar! Aí chutei o pau da barraca e resolvi recuperar o tempo perdido;
- por volta do 6 meses as noites começaram a esticar mais e partir do 8º mês ele já dormia das 21h até as 6h;
- inseri novos alimentos gradualmente no 4º mês, mesmo contra a orientação da pediatra dele, que é extramente conservadora;
Pedro nasceu perfeito, com saúde perfeita, mamou muito bem, tive muito leite, minha cirurgia foi perfeita, minha recuperação também, tive apoio da famíli, do marido, alguém para ajudar nas atividades de casa, não teve muitas cólicas, as dores nas mamadas foram no 4º dia, em que eu dei o Nan uma vez de madrugadas e algumas vezes depois, o leite materno reinou lá em casa. Nesse período era um misto de peso na consciência com alívio nas dores nos seios.
O que Pedro teve de diferente foi um aumento exagerado de peso, nos primeiros 6 meses, o que preocupou a pediatra e nos cansava muito. Com 8 meses ele tinha 10 kg. Era grande na altura, mas mesmo assim estava acima da média. Ele fez 2 exames de sangue para saber se tinha algum problema. Mas era e ainda é, graças a Deus PERFEITAMENTO SAUDÁVEL.
Por isso, o ruim de ser mais pesado, era a nossa coluna gritar, depois de ninar para dormir a noite. Sim , ele é ninado até hoje, mas agora é deitado na rede depois que tomou o leite.
Meu filho come super bem até hoje, nunca teve gripes fortes, nem nada que o deixasse acamado por muitos dias. Graças a Deus. Reagiu bem as vacinas. Só agradeço por tudo isso.
Ele é esperto, inteligente, aprende com o que a gente faz na frente dele. É curioso, atento a tudo e a todos. Ainda não está andando sem se apoiar em algo ou em alguém. Balbucia algumas palavras. Ma-ma, pa-pa, fo -fo, deeee, deee...rsrsrsrsrs
Acorda super cedo, 5:30, 6h.. A mamãe aqui queria que ele esticasse até as 7h pelo menos!
E eu? Eu voltei a trabalhar faz 7 meses. No começo pareceu simples, eu falei com meu chefe que não queria viajar muito até ele ficar maiorzinho, e tudo bem, ele aceitou. Mas a mamãe aqui não era mais a mesma de antes da licença, nem de antes da gravidez. E diante disso ela vem refletindo muito sobre o que fazer e como fazer da melhor forma para conciliar a carreira, a vida de mãe e a vida de mulher.
Tem horas que ela pensa assim:
"deixa ele completar 2 ou 3 anos e aí você pensa em academia, em emagrecer, deixar isso para lá mulher, prioridade agora é seu filho, esse tempo vai passar e nao volta mais"
"faça o melhor o que puder no seu trabalho, tente as negociações e dedique a melhor qualidade que puder no tempo que estiver com seu filho, converse, brinque, oriente"
"busque outra coisa, tente algo que possa conciliar o tempo com mais flexibilidade"
"relaxa mulher e vai para casa agora curtir teu filho vai, já são 18:26 e ele te espera"
Sou a melhor mãe que posso ser para meu Pedro!
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