Há duas semanas, não estou muito bem. Com oscilação de humor,
irritada, mau- humorada, desmotivada, desanimada. Só que tudo oscila
rapidamente. E para fazer algumas coisas que sei que preciso fazer para o meu
próprio bem, é necessário um esforço maior, como fazer atividade física por
exemplo, uma batalha comigo mesma.
Fora isso, não tenho tido muita inspiração para postar nos
meus blogs como antes.
Sinto-me insegura em muitas situações no meu trabalho, que
em geral considero light e até tranquilo, mas no último mês deu uma acelerada e
aumento de atividades o que faz com o que a pressão também aumente para cumprir
prazos e urgências.
Tudo isso acontecendo + a escola do Pedro + as mesmas
responsabilidade de mãe, esposa, filha, irmã, amiga. Engraçado que enquanto escrevi estas últimas palavras,
senti um alívio repentino no meu coração, como se o fato de eu afirma e
confirmar que ser: mãe+esposa+filha+irmã+amiga e tudo o mais que couber nessa
vida me dessem a carta de alforria do império da cobrança do perfeccionismo que
parece querer me perseguir. Em um post falei que não quero ser perfeccionista,
mas sim responsável, como minha ídola Ivete Sangalo tão inteligentemente falou
em uma entrevista. Acontece que para agravar a situação estas duas semanas
coincidem com as semanas pré-menstruação, ou seja, A T-P-M volta a atacar.
Posso dizer que me sinto numa panela de pressão ou num
turbilhão de coisas a fazer no concreto e no abstrato.
Sim, pois uma parte de tudo que gera insegurança e ansiedade
em mim pode até existir concretamente, mas a maior parte está no abstrato. Na minha
imaginação! O fato de colocar as coisas
dessa forma, não significa que se lidar com isso. Pelo contrário. Eu não sei
lidar ainda e não sei se saberei um dia e por isso estou escrevendo.
Estava me controlando para não me expor dessa forma aqui,
mas eu precisava escrever, desabafar.
Minha ex-terapeuta uma vez perguntou por que a necessidade
de verbalizar assim.
Às vezes acho que gosto de falar para aliviar a tensão.
Às vezes para receber algum conselho.
Às vezes para saber a opinião das pessoas a meu respeito.
Às vezes para receber a aprovação das pessoas.
Às vezes para me justificar perante os outro.
Estou com vergonha de escrever isso no blog, mas queria
muito escrever, estava me sufocando. Por isso vim para o word e se no final
achar que devo publicar , o farei. Só não sei se divulgarei no facebook, como
tenho feito normalmente.
Tenho vergonha!
Apesar de estar escrevendo, tenho vergonha do que vão pensar
de mim.
Apesar de confirmar que sou insegura e ansiosa, não gosto da
idéia das outras pessoas acharem o mesmo, ainda mais confirmado por mim.
Não sei lidar com imprevistos.
Preciso ser mais flexível e sinto muita necessidade de ter
mais bom humor! Ser mais leve! Mais alegre independente de qualquer situação!
Alegria do coração! De dentro para fora!
Não gosto de erra, ninguém gosta, mas eu fico de cara feia e
mau-humorada.
Tenho necessidade da aprovação e aceitação dos outros, essa é
a pior parte.
E tudo se emaranha de um jeito que eu não sei onde é começo
e fim.
Nunca fui muito estudiosa das abordagens psicológicas,
acredito que o que eu sei, é o que quase todo mundo sabe, mas digamos que a hipótese
dos estudos psicanalíticos estejam corretos, eles afirmam que nossas angústias
atuais surgiram na infância, na relação com nossos pais e enfatizam a relação
com nossas mães.
Cada vez mais concordo com essa hipótese, mas agora não
tenho como escrever sobre isso e na realidade nem sei se eu quero escrever,
pois mexe com muita coisa que estava quietinha.
Tenho estado bem reflexiva ultimamente e algumas fichas vão
caindo.
A maternidade também tem me oferecido um retorno a minha infância.
Eu só queria no fundo uma solução para tudo isso.
Queria que
essas angústias sumissem.
Queria viver em paz comigo mesma e com os outros.
Queria valorizar tudo o que tenho e não reclamar de nadica
de nada.
Viver sem as neuras que me assombram.
Ser normal.
Isso é possível?
Isso existe?
E agora, posto ou não posto esse texto no blog?
Ah! Vou postar e quem quiser ler e me ajudar com suas
palavras, ajuda tá!
Eu sei, que só eu mesma que, com o mesmo esforço que preciso
para malhar o corpo, malharei meu coração e minha mente.
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