quem puder me ajuda aí vai? (dúvidas sobre desfralde)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Hoje li no Mulher que Pariu sobre o processo do desfralde por lá e algo me chamou atenção...

O filho da Beca que daqui a pouco faz 2 anos, já toma atitudes de querer tirar  fralda quando acorda e de chamar quando vai fazer o xixi...

Sei que cada um cada um gentem! Mas olhem só!

Aqui em casa Pedro já com 2 anos e 24 dias...não pede para tirar a fralda e raramente avisa quando vai fazer xixi... quando quer avisar o nº 1 se confunde com o nº 2 que, eu deduzo, tal confusão seja fruto dos estímulos nas áreas vizinhas e que ele ainda não entende nem controla...

O processo de desfralde iniciou desde o 1 ano e 6 meses... quando resolvemos começar a colocar as cuecas quando ele está em casa... isso fez com que ele identificasse melhor o xixi, mesmo quando está com a fralda, pela temperatura ele abre as pernas e demonstra que há algo diferente ali...até aí beleza!

E decidimos que sempre perguntaríamos se ele quer fazer xixi, levando-o até o penico quando achássemos que era hora de fazer, calculando um tempo entre um xixi e outro, analisando o que ele bebeu... sempre de manhã e antes de dormir perguntamos...

Ele vai para escola de cueca, eu morreeendo de medo dele fazer xixi no trajeto, mas eu coloco antes para fazer (dica da professora), a escola está iniciando o desfralde lá também...

Bom, a minha dúvida é?

Será que o fato de a gente tomar a iniciativa de levá-lo ao penico ao invés de deixá-lo pedir, mesmo que isso signifique mais trabalho e sujeira, buá, buá, buá, ao invés de ajudar, atrapalha a ele tomar iniciativa de pedir?

Ou será que de um jeito ou de outr, conforme o desenvolvimento dele, esse dia chegará?

Help me pleasee!!!




Foge, foge, mulher maravilha

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vejam bem, o título pensado para o post de hoje era o não menos musical: "eu sei que você sabe, que eu sei que você sabe que é difícil de dizer"

Mas uma amiga cantora e minha leitora assídua foi uma gênia... Por isso e em sua homenagem o título escolhido foi sugerido por ela.

Apesar de toda essa introdução,  o assunto é simples e fruto de um insight que tive hoje, numa cena simples e pitoresca com Pedro...

Vez ou outra ele me pede para fazer um sapo na massa de modelar, só que eu não sei fazer o sapo.
Não bem feito, do jeito que o pai faz (e precisava ser?), nem de um jeito bacana assiiiimm.... como eu poderia dizer? identificável!
As vezes enrolo ele com algo parecido, mas enfim...(enrolar é um pecado para o perfeccionista, se tiver que fazer tem que fazer bem feito!)

Só que hoje eu disse: "filho a mamãe não sabe fazer sapo"
Opa!!! Uma luz acendeu!

Ele precisa, ou pode, ou deve, saber que a mamãe não sabe tudo...(isso é libertador e abre fronteiras maravilhosas, além de menos força do meu EU perfeccionista chato!)

É de conhecimento de todas que o ideal perfeccionista é uma praga na maternidade.

Para um perfeccionista, não saber algo que ele acha que deveria saber é uma tortura...

Admitir isso assim na lata... e, e, e para um filho? 

Sim, é bom... É bom se permitir aprender com ele! 
É bom dizer para SI mesma e ficar tranquila com isso, na paz, na boa com você mesma e continuar brincando de outras coisas bacanas, inventar e reinventar outras figuras na massa de modelar, despertar para outras brincadeiras e estimular sua criatividade que você acha, achava tão pouca! 

E ser você mesma, SER HUMANA, de carne e osso, que não sabe, nem precisa saber tudo, mas pode aprender! 

E o melhor de tudo, através dessa percepção ter a possibilidade de ensinar isso ao seu filho, com suas atitudes de compreensão consigo mesma e com o outro!

Os pais são sempre vistos como super herós pelos filhos... (por que será hein?)

Eu chuto: talvez por isso, por não saberem dizer que "não sabem isso ou aquilo"

Não sei.. admito outra  vez, eu não sei se meu chute está certo... 

Agora, parafraseando minha amiga cantora e leitora assídua homenageada no início deste post, que também é filha e tem uma mãe que ainda pretende ser super heroína: "Mãe, você é a mulher MARAVILHOSA não precisa ser a MULHER MARAVILHA"  (suspiros!! isso soa como música para meus ouvidos, e música relaxante do tipo que faz você dormir!! fui!)

Sobre Choro e o NÃO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Há vários tipos e formas...

Os verdadeiros e os encenados

Os sentidos e os raivosos

Os estridentes e os calados

Mas sempre são acompanhados de lágrimas

Uma vez li em um desses livros sobre o sono dos bebês, que tudo dependia de como a gente lidava com choro...

Sou do tipo que se vejo uma cena emocionante e a pessoa chora, pode olhar para mim que os olhos estão cheios de lágrimas...

Apesar disso tenho vergonha de chorar na frente dos outros...

Desde que me tornei mãe não sei lidar muito bem com o choro de criança, sempre acho que estão fazendo algo de ruim com ela, mas logo tento lembrar que aqui em casa também tem choro, dos vários tipos, e que NUNCA estamos fazendo algo de ruim, pelo menos não usamos de violência física, nem beliscões, nem nada parecido. As vezes grito, coloco sentado no sofá, quando já tentei conversar e entender e a paciência já voou para o espaço há muito tempo.

Mesmo assim não sei lidar muitas vezes com esses choros aqui de casa.

Já ignorei. Já gritei.Já abracei.

Aprendi que esse foi a melhor alternativa até o momento. Foi o que calou o choro.

Mas, e os limites?

E entender que NÃO pode isso, NÃO pode aquilo?

Ou que a mamãe ou papai precisa almoçar, trocar de roupa, voltar ao trabalho, dormir, usar computador, assistir TV, e etc?

 E entender que o mundo NÃO gira ao seu redor? Apesar desse pequenino ser praticamente o nosso mundo?



2 anos de muito aprendizado - finalmente

sexta-feira, 4 de maio de 2012

No post anterior eu terminei falando que tinha vários desdobramentos sobre: criatividade, apoio da família, planejamento e o resultado da pergunta: vale a pena ou não fazer a festa em casa com as próprias mãos?


Então vamos lá!


Criatividade
Decidir fazer uma festa com suas próprias mãos, significa que você usará muito mais do que as mãos!
Normalmente quando temos poucos recursos somos motivados a encontrar alternativas criativas! Então que sempre subestimei a minha criatividade, mas depois da maternidade venho buscando desenvolvê-la, pois vários blogs me inspiraram a isso: Coisa de Mãe, Mãe do Bento, Super Duper, Mãe de Duas, MMM  e minha irmã Adriana, todas de alguma forma me inspiraram com suas idéias e reflexões sobre festa de aniversário, tanto em relação ao tipo de festa quando a parte artística da coisa pode se dizer assim.

Assim fiquei satisfeita de ver o potencial que há em mim, basta estimular.

Abre parênteses

Ainda sobre criatividade, considero-a muito importante, inclusive para a relação da mãe com o filho, pois no meu caso por exemplo, as vezes me vejo sem criatividade, me pego sem saber o qeu fazer, o que inventar, mas na realidade tem a ver com essa falta de estímulo. Perceber isso dói um pouco e frustra, mas não há tempo para isso, o tempo é de buscar as alternativas e aproveitar o tempo da melhor e mais gostosa forma possível.

Fecha parênteses

Apoio da família

Minha família é o must! Sem ela não teria o mesmo sentido fazer tudo o que fiz! E teria conseguido, pois foi com ajuda dela que tudo deu certo. E a confirmação disso foi a onda de felicidade que nos invadiu e nos contagia até hoje com o resultado da festa.
Minha mãe ficou muito orgulhosa, senti que ajudou a sua auto-estima, pois se sentiu útil fazendo as tortas de frango e ainda mais recebendo os elogios de todos, até encomenda quiseram fazer!!! 
(Há alguns anos atrás minha fazia doces, salgados, tortas por encomenda, mas parou por falta de incentivo do meu pai!)

Planejamento

É fundamental! Fiz todo o tipo de check list necessário para uma festa: convidados, comes e bebes, descartável, material para lembrancinhas e decoração, até agenda com horários de preparação das comidas eu fiz, mas esqueci de alguns detalhes e a falta de experiência com festa fez com que  meu marido fosse 3 x no mesmo dia ao supermercado, mesmo depois de eu ter feito um grande supermercado. 

E outra, no começo imaginei que o valor a ser gasto seria uma média de X reais , stop!(isso é um grande erro! nunca imagine com dinheiro, sempre tenha certeza, pois se não correrá sérios riscos de gastar mais do que sua imaginação imaginou!!)

Por isso, algo que aprendi é: muito controle e planejamento se pretende fazer uma festa por sua conta, se quiser realmente economizar!

Além da questão financeira têm outros detalhes que podem passar se você não planejar todos os detalhes com calma: as fotos por exemplo. Estou super triste por que eu adoro fotos e acabei deixando de lado isso em muito momentos da festa, tirei só uma com Pedro e meu marido, com meus pais, não tirei com vários amigos, enfim, não gosto nem de falar que me faz mal.

Então, a idéia é: saiba bem o que quer do início até o fim da festa e tente manter o controle de todos os aspectos, para que você possa curtir a festa e o resultado dela .

E aí? Vale a pena ou não fazer a festa em casa com as próprias mãos?

Minha resposta é: SIM.

Vale a pena sim. 
É bastante cansativo quando você não tem experiência, mas acredito que daí em diante você consegue não cair nas armadilhas da empolgação e segura a onda mantendo o foco no que realmente é importante para você.
Agora o maior aprendizado que eu tive com tudo isso foi que ser perfeccionista é muito chato, por que a festa  foi ótima, todo mundo por unanimidade elogiou , adorou, sentimos a energia no ar de que tudo estava bem como foi possível ser e a perfeccionista aqui fica procurando o que faltou!!! 

Descobrir isso, foi outro grande aprendizado desde 2 anos... Sai de mim perfeccionismo, sai.

2 anos de muito aprendizado - parte II (agora com fotos!))

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Comes e bebes

Por ter decidido fazer no feriado, a primeira coisa que precisei me certificar era do que funcionaria neste dia.

Daí que o local onde eu encomendaria por ser gostoso e em conta, não iria funcionar no feriado e por isso tive que reprogramar tudo na minha cabecinha.

Então, conversando com a família, decidimos colocar a mão na massa e fazer tudo que estivesse ao nosso alcance.

A única coisa que consegui encomendar e num lugar que eu tinha referência que era muuuuito gostoso foi o Bolo com o tema, pois isso era fundamental, foi bem salgado, mas valeu a pena total.

O bolo estava simplesmente uma delícia, cada pedaço valeu cada centavo!


Comprei também uns gelinhos que parecem dindins, os sucos e refrigerantes.

Então o que teve de comes e bebes e nós (eu, minha mãe, minha irmã, minha sogra e meu marido e meu cunhado) fizemos foi:

Salgados (canudinhos, pastéis)
Torta de frango
Mini hot dogs
Patê e pão de leite
Brigadeiros bolinhas e de copinho
Cupcakes
Gelatinas
Pipocas
Salada de Frutas
 Que ficaram assim:

mesa de docinhos

salgados, tortas de frango, hot dogs e salada de frutas
gelatinas e pipocas


O que mudou da idéia inicial

- Resolvi fazer um peso de porta como lembrancinhas, usando o que tínhamos em casa: latas de leite do Pedro!
Comprei EVA depois de várias pesquisas na internet, fizemos algo que ficou bacana.

Eu e meu marido começamos a fazer uns 20 dias antes da festa, foram algumas noites e madrugadas preparando e aperfeiçoando para ficar assim como está na foto!

- Eu não queria dar nada para crianças com muito doce e chocolate, acabei cedendo um pouco, mas beeeem pouco e comprei saquinhos do tema, coloquei mais brinquedinhos e uns 4 doces, só! E pronto!

lembrancinhas peso de porta, os saquinhos com os brinquedos e bombons estavam na mesma mesa, mas daqui não dá para ver direito.


- Comprei pedaços de TNT nas cores do tema: laranja, vermelho, verde, amarelo e marrom, para colocar nas mesas dos convidados e balões nas mesmas cores para enfeitar o ambiente.

- Como minha cunhada faz decoração de festa, tem mesas com os temas, quando a convidei, imediatamente ela disse que levaria a mesa do cocoricó para a festa, o que não pude recusar, mas disse-lhe que bastavam os personagens.
Ela, caprichosa, levou mais do que isso, mas não muito, eu já sabia o que queria, como e aonde então defini os espaços na hora da decoração e ela fez o resto.
                                           
- Decidimos alugar cama elástica e piscina de bolinhas.

- Tive a idéia de levar a barraquinha do cocoricó, a mesa e cadeiras do Pedro e alguns brinquedos, papel e lápis de cor para ter um espaço especial para as crianças de divertirem.






E o aprendizado?

Cenas dos próximos posts...
Vários desdobramentos tenho para fazer sobre: criatividade, apoio da família, planejamento e o resultado da pergunta: vale a pena ou não fazer a festa em casa com as próprias mãos?

Não quero cansar vocês, preciso curtir meus amores e descansar um pouco, pois uma coisa que aprendi na certa, fazer a festa é bem emocionante e mais barato, mas dá um trabalhão!!! Ainda estou me recuperando!!!!

Depois voltar para continuar.

2 anos de muito aprendizado – parte I

quarta-feira, 2 de maio de 2012


Ontem, dia 1º de maio, Dia do Trabalho,  Pedro completou seus 2 aninhos e a mamãe aqui, que estava resolvida a fazer algo simples, em casa mesmo e com as próprias mãos, tem muito o que contar.

Nossa! Desde a véspera da festa queria escrever no blog, mas não tinha condições. Ou eram palavras escritas, ou brigadeiros feitos... preferi os brigadeiros...

Já pensei e repensei em várias maneiras de contar como foi tudo: em detalhes, resumido, objetivo, curto, longo, em partes de I ao infinito (hahaha), com ou sem fotos, de forma cômica ou romântica... então vou escrever o que vem a minha cabeça agora e depois organizo por que é muita coisa para contar minha gente.

E ainda tem uma carta que quero escrever para meu filho. Já li cartas das mamães ao seus filhos em vários blogs, mas nunca tive vontade fazer uma e, na realidade, nem tenho muita paciência para ler muito as das mamães. Não seria uma poesia ou mensagem, seria uma carta mesmo, do tipo que conta mais ou menos o que estava rolando nesse ano em que ele completava 2 anos, para daqui há alguns se ele quiser saber, ter onde se informar, pois normalmente não lembramos do que nos ocorreu quando tínhamos 2 anos, ou tem alguém aí que se lembre?

Bom, mas a carta virá depois em outro post só para ela.

Agora deixem eu colocar tudo aqui e depois vou arrumar para não confundir vocês, nem cansar a leitura.

A data

Decidir fazer no dia, ou não, era necessário, pois a escolha mudaria o rumo de tudo a começar pela presença dos convidados e dos serviços disponíveis para este dia.

Então que decidi fazer no dia mesmo, valorizando para ele, enquanto eu puder, a sua real data. (Sinto que todo ano terei que escolher sobre isso, até o dia em que ele mesmo puder escolher.)

A comemoração

Depois da festa do 1º ano e de conhecer mais e mais a mommysfera pensei e repensei bastante sobre que tipo de festa eu faria nos 2 anos. (Na festa de 1 ano não contei pipoca e contratei buffet e tudo, para mim tinha que ser tudo prático e objetivo não queria ter trabalho com nada, nem me preocupar, além do que nunca apostei muito na minha criatividade e habilidade manual, mas isto foi um dos grandes aprendizados desde 2 anos.)

Até que foi chegando mais perto e mais perto, quando começou 2012 e eu que já era outra mãe depois da mommysfera dentre outras coisas, decidida a ter como uma das metas manter o controle financeiro e diminuir o consumismo, valorizar mais o SER do que TER resolvi que faríamos uma festa simples e básica e dentro das nossas REAIS possibilidades.

Não teria mesa de decoração, nem nada personalizado, nem grandes enfeites, nem lembrancinhas personalizadas.

Seria só o bolo, salada de frutas, gelatina, pipoca, picolé, suco, refrigerante, alguns salgados e os balões da cor do tema escolhido e algum desenho na parede ou algum boneco na mesa, faria também docinhos e cupcakes para colorir e decorar.

Pesquisaria nos blogs maternos e de festa infantil para encontrar várias dicas e modelos bacanérrimos de como preparar uma festa com pouco dinheiro.

Seria uma festa para as pessoas mais próximas e que nos acompanham mais de perto, independentemente do nascimento do Pedro.

O tema
                                                                                 
Pedro sempre demonstrou gosto pelas cócós.. não necessariamente por alguma personagem específica, mas decidi fazer o tema do Cocoricó, por eu mesma gostar dele e por saber que agradaria a ele também.

O local

Salão de festa do nosso prédio, incluso mesas e cadeiras para 48 pessoas e o freezer. (0800)

O convite

Primeiro pensei em comprar aqueles convites simples e básicos que vendem nas lojas de festas e no maior estilo tradicional deixá-los na casa de cada família, mas o tempo não me permitiu essa proeza.
Fiz o convite no computador e enviei por email e liguei para todos os convidados o que me trouxe uma sensação gostosa de maior aproximação do mundo real, de ouvir a voz e de compartilhar da alegria das pessoas.
Adorei!!!!

P.s: então que decidi, depois de ler o texto original no word, dividir em partes, para não cansar vocês!!! ;-)

O tal do relatório...

sábado, 28 de abril de 2012

Espera aí gente só um minutinho para eu tirar a poeira aqui...cof, cof...

Que vergonha! Blogueira ingrata! Quase um mês sem postar uma letra!

Imagino que não deve ser nada mais deprimente para um blog, do que passar muito tempo sem receber o carinho das teclas de sua blogueira e nem dos leitores, pausa para uma breve reflexão...huuummmm

Pronto! Chega de lamentações e vamos ao que interessa...

Ontem foi a 1ª reunião de pais na escola do Pedro. Quando me avisaram (3 dias antes) da reunião explicando como seria e que eu receberia um relatório, UM NÃO, DOIS, imediatamente visualizei tudo e um misto de orgulho-alegria-curiosidade se apossaram dessa mãe.

Eu não perderia essa reunião por nada nesse mundo, aliás só pelo Pedro, claro!

Seria individual e de tal hora até tal hora da manhã.
Obviamente que eu estaria abrindo o portão da escola nesse dia, primeiro porque seria o melhor horário mesmo e segundo porque não conseguiria me concentrar em mais nada se eu não visse logo os: TAIS RELATÓRIOS!

Só que essa ânsia toda era mais por um deles do que pelo outro, embora este último seja tão importante quanto o primeiro.

Acontece que eu a-d-o-r-o ver o que meu filho faz na escola!

Intonse, simplesmente que o relatório de atividades era a razão da minha ansiedade monstra.

Eu , que não preciso de muita coisa para ficar ansiosa, ficava brincando falando para o pai dele dizendo: "Na sexta-feira, vai ter a reunião de pais e eu vou lá pegar o RELATÓRIO." Enchia a boca para falar brincando  e o pai entrava na brincadeira também, pois é algo novo para nós dois. É um misto de: gostoso + e aí o que foi que ele aprendeu mesmo na escola?

Agora falando sério, a professora sentou frente a frente comigo, nas cadeirinhas da sala mesmo começamos a conversar, contou dos projetos que existem, como Pedro se comportou no início e como está hoje, sobre a manifestação da sua linguagem verbal, sua facilidade de dançar e se movimentar com música, sobre sua alta concentração na contação de histórias, sobre leitura e manuseio dos livros, sobre o que já existe e sobre o que não surgiu ainda e sobre o que virá a partir do próximo bimestre. Inclusive tudo o que conversamos e algo mais estava no relatório formal, digitado e feito pela professora.

Não tive tempo de olhar o relatório das atividades na mesma hora com ela, só quando cheguei no trabalho e muito rápido.

Só a noite já em casa com o pai, com a tia e com ele, nada mais nada menos que o autor do relatório, Pedro (nada mais justo não é?) foi que apreciamos os rabiscos, as colagens, as pinturas e para meu drama/materno/perfeccionista algumas páginas sem nada disso com um FALTOU no canto , = (  , o que faz parte diante de duas vezes que Pedro faltou a escola e cada vez foi de 1 semana inteira.

E tudo ficou mais alegre e colorido  por causa de um relatório.

Ah! Se todos os relatórios de nossas vidas tivessem esse poder não é?  Que os relatórios sejam sempre bons assim, mesmo quando estiver maior e com atividades mais complexas. Que sempre me tragam felicidades.
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