Risque e rabisque

sábado, 31 de março de 2012

Se não me falha a memória Pedro teve seus primeiros acessos a objetos para rabiscar, a partir de seu 1 ano de idade, visto que a lembrancinha que a gente preparou foi um kit de pintura que vinha uma caixa de giz de cera, só que daqueles pequenos, inapropriados inclusive para as maozinhas do próprio Pedro, pois são finos e facilmente se quebravam e tão facilmente quanto, estavam na boca, fato ocorrido algumas vezes por aqui. Mas nenhum acidente ocorreu, pois Pedro sempre teve um adulto por perto quando queria manusear os gizes de cera.

Eu sempre quis estimulá-lo a rabiscar. As folhas de papel aqui são mais usadas por ele do que por nós.

Eu tenho muuuuuuuuuitos rabiscos guardados para a posteridade. hahaha

Após praticamente 1 ano, houve uma evolução na maneira de manusear, nos movimentos, na interação dele com o desenhar, como ele já viu a gente contornando os pés e as mães para mostrá-lo, ele imita a gente colocando o pé dele em cima do papel para gente contornar, por exemplo, e já fez isso com as mãos e com a famosa lholholhu, um dos objetos mais desenhados, depois do sapo, claro!

A evolução também ocorreu nos tamanhos e modelos dos gizes cera! Estão mais adequados para a idade e mãozinhas dele!  Assim, sem querer fazer propaganda de empresa nenhuma, agora temos uma equipe para riscar e rabiscar a vontade.

Os mais fininhos são do niver de 1 ano dele. Os mais grossos, os jumbos (que eu achava que ele não conseguiria quebrar!) comprei bem depois!!!

Os jumbos!!!  Estão meio sujinhos, não é?
Aqui foi a ilusão - decepção! Compramos na feirinha da Beira Mar e num instante Pedro conseguiu quebrar as pontas e assim descobrimos que só tinha uma parte pequena com giz de cera!
Esse fazia tempos que queria comprar!!! Desde que vi no consultório da pediatra dele e ele ia direto pegar e desenhar na mesinha que tinha lá! Só que ele é meio salgado, R$ 23,90, vem com apontador e tudo, o formato é triangular, mas comprei com pena, confesso! Ele gosta por causa dos desenhos principalmente.



A última e a que mais gostei, aquisição nessa linha de riscar e rabiscar! Muuuuito bom, vale a pena!!! Comprei por R$ 12,99 nas Americanas, vem 6 gizes, com 2 cores cada, é ECO e desliza super fácil no papel, vem com apontador!


Sou contra zumbis

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Olha, eu vejo que tem várias questões envolvidas e que vc conhece muito bem: o nosso modelo econômico por exemplo, que estimula o lucro e o homem com sua ganância, orgulho, vaidade e pequenez ainda não sabe fazer isso sem explorar/acabar os recursos naturais, humanos que possui.
Se a gente parar para pensar, pouco se pensa no bem comum, muito se pensa no próprio benefício e por isso existe a desigualdade social e os preconceitos em nosso mundo. 

Também os mais espertos do marketing utilizam das fraquezas emocionais humanas: baixa autoestima e de personalidade e falta de autoconhecimento, para daí criarem o que precisamos. Sempre falta algo e eles nos oferecem de mão beijada.

Assim como o pão e circo eram oferecidos a um povo faminto de comida e de alegria na época da monarquia, esta estratégia não me parece muito diferente das de hoje.

Eu sou contra o excesso de exposição das crianças a TV ou qualquer coisa que as torne zumbis e passivas, que as impeça de desenvolver senso crítico, que as torne dependente emocionalmente e fúteis.

E para mim proibir qualquer coisa sem explicação nenhuma é alienar. 

Ter superego é vital para qualquer ser humano, mas um EGO bem estruturado também.

Sou da geração que todo dia de manhã assistia o programa infantil mais famoso do Brasil antes de ir para a escola.Teve épocas que queria ter o cabelo igual ao da apresentadora: liso e loiro, sendo os meus escuros e cacheados. Fazias os mesmos penteados para ir para escola, queria ter as sandálias e botas. Tive vários LP´s e fui para um show que teve na minha cidade.

Quando eu chegava da escola era novela das 6,7 e 8. Depois ia dormir.

Se as meninas da minha época eram assim também? Algumas sim, outras não. Por que? Família, educação e a individualidade de cada,
ou seja é tudo isso junto pode fazer a diferença.

Se isso me fez mal e quanto? Sim e não. O quanto é o que sinto quando preciso tomar decisões por mim mesma, aí é assunto para outra história.

Por isso é que acho fundamental a intervenção dos pais na formação desse senso crítico e da personalidade dos seus filhos, especialmente nos primeiros 7 anos de vida."


Transcrição de uma parte do meu comentário no post de hoje do Viciados em Colo. Confiram.

Incentivo a arte de várias formas

terça-feira, 27 de março de 2012

 a leitura

a origami (essa é para desenvolver mais a criatividade da mamãe aqui, que vê outras mamãe se garantindo no origami)



 e a do teatro



adora aplaudir

Grupo Pavilhão da Magnólia - Espetáculo O Pássaro Azul - simplesmente lindo!

Arte em família

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quando Pedro fez 6 meses comprei alguns DVD´s que vi em dicas na mommysfera, um deles foi este:

Ele vem com CD+DVD + dedoche feito de feltro de uma das personagens principais, a abelha Jú, que meu filho carinhosamente chama de: "lhô lhô lhu"!!! 

É a graça de toda a família falando, faz biquinho e tudo quando fala, mas já está aprendendo a falar: "belha" (acho que aprendeu na escola!)

Bom, certo dia também vim um blog que vende dedoches de super-heróis, personagens diversos , animais e achei lindo! Fiquei com aquela idéia de comprar o feltro para fazer, mas não passou disso.

Nesse mês minha sogra passou 3 dias aqui em casa.(ela mora no interior)

Minha sogra é costureira. Ela viu os dedoches (Pedro tem o do rato do Palavra Cantada) e eu comentei sobre minha idéia.

Ela disse que tinha um monte de feltro em casa.

Meu marido, de férias, foi deixar a mãe em casa e aproveitou para ficar uns dias por lá! E sabem os que eles aprontaram?

Os personagens que ele adooooraaa...Pé-pés e Lhôlhôlhu feito pela tia e pela avó.

Um fantoche de sapo feito pelo pai.


Uma cócó feita pelo pai.

Um dado feito pela tia.
No próximo post falarei mais sobre arte em família, mas um outro tipo de arte a do teatro.

Beijocas.

A borboleta

sábado, 24 de março de 2012

Eu adoro meu blog.

Mesmo que passe dias sem escrever uma letra nele(o que tem acontecido mais recentemente e frequente), ele parece uma entidade que me acompanha de forma respeitosa, aguardando os meus momentos.

Não me cobra nada e sempre está ali.

Lógico! Um blog não é gente, mas parece e nem vou dizer que podia ser, porque sinceramente eu acho que estragaria.

Todos os dias me lembro dele, e ele, por sua vez, faz se lembrarem de mim.

Mesmo ali paradinho na dele, sem mover nenhuma palha.

Por que eles têm esse fascínio e capacidade de, mesmo inanimados, representarem uma pessoa.

Junto com meu blog, adoro tudo o que ele trouxe junto como os blogs que sigo e as blogueiras. Tenho um carinho mais especial pelo Descobertas do que pelo Pense Magro (para quem não sabe, meu outro blog) por motivos óbvios. (ou não?)

E esse blá, blá, blá todo é para dizer que refletindo sobre os motivos reais do meu distanciamento de algo que gosto como blog. não por acaso,  tem a ver com o símbolo dele: a borboleta.

Antes de virar borboleta, a lagarta fica no casulo se preparando para a transformação e sair voando.

Acho que todos nós temos várias fases de casulo em nossas vidas. E acho que estou em uma delas.

Eu sei que no caso da borboleta, ela não volta para o casulo, mas forçando uma metáfora com o momento de isolamento que muitos de nós seres-humanos precisamos para repensar e amadurecer sobre o que ocorre em nossas vidas, penso que estou nessa fase do casulo.

Por isso a borboleta não tem voado tanto na mommysfera como antes, vez ou outra acompanho o que ocorre pelo facebook.

Também tenho sentido necessidade de reorganizar o que e quem sigo ou não, o que e quem acredito, concordo, gosto, me interesso de verdade e não só por que os outros estão falando, gostando, acreditando, curtindo. Venho pensando também sobre privacidade e exposição.

Enfim... tudo por novos e melhores vôos para esta borboleta.

e qual é a minha opinião?

quinta-feira, 15 de março de 2012

depois que a gente amadurece, descobre que nem tudo o que a gente, as pessoas falam ou fazer, nem tudo o que a gente ler e ver nas revistas, na tv, no cinema e agora, na internet é a verdade absoluta.

e depois descobre que não existe verdade absoluta em nada, mas sim as verdades que cada um constrói dentro de si, as convicções e crenças, formadas por um conjunto de fatores e circunstâncias desde as familiares, como as sociais, as educacionais, culturais, etc.

até uma certa idade, se a criança ou um adolescente em desenvolvimento da personalidade, não tiverem um adulto que os oriente sobre os conteúdos chegam até eles, sejam de que fonte forem, o tal do conteúdo será assimilado como visto/apreendido pelo receptor, no caso em questão, a criança ou o adolescente.

hoje posso afirmar várias coisas por mim mesma, mas não foi sempre assim, e ainda tem coisa que não é.

por isso, penso que precisamos saber usar os meios de comunicação, escritos ou televisivos, que dispomos e ensinar isso para nossos filhos.

que o conteúdo venha não para moldá-los, mas para informá-los e com essa informação eles formem a opinião deles sobre determinado assunto.

que cresçam sabendo fazer isso: "não serem meros receptores e reprodutores"

ter consciência existe para isso. para pensar, analisar, duvidar, entender, refletir.

essa é a minha opinião, e o que quero aprender a fazer no meu dia a dia para ensinar ao meu filho.

Formando opinião!

quarta-feira, 14 de março de 2012

"Adoro quando leio propostas que nos levam à busca do respeito a nossa individualidade e à dos outros, pois isso parece algo tão difícil, num mundo onde se massifica as coisas, onde os rótulos já nascem com a gente.

onde a gente não tem tempo para pensar em QUEM SOMOS, antes de pensar no QUE TEMOS e tudo se confunde em algo só.

ao mesmo tempo precisamos desse grupo, dessa identificação  com outro para nos individualizarmos e para sermos sociais como todo ser humano precisa ser.

e a grande descoberta de tudo é perceber que você é único e por isso especial e por isso cada um poderia ajudar mais aos outros.

enfim... estamos aqui para aprender  isso não é?

parabéns pelo texto!"

Isso foi o que escrevi no último post do Minha Mãe que Disse e queria compartilhar aqui, pois diante de algumas discussões sobre formação de opinião, influência da publicidade e propaganda na educação das crianças e no consumismo venho refletindo mais ainda sobre o SER e o TER.

Formar opinião é coisa séria,  mas ter a sua é mais sério ainda! (nossa de onde veio essa frase? o.O)


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