Antes mesmo de pensar em ter filho, eu criava algumas condições para tal, uma delas era:
- "só iria ter um filho quando tivesse um carro!"
Os anos se passaram , Pedro nasceu e tivemos condições de ter o meio de transporte tão sonhado.
Você sabem que boa parte das minhas reflexões surgem quando estou dirigindo e nesse momento encontramos os flashes do a dia a dia das pessoas.
Aqui em Fortaleza, encontramos comumente nas ruas crianças pequenas, bebês até, sendo levadas em bicicletas, na frente ou atrás. Vemos também em motos, as vezes duas de uma vez.
Também tem as que estão nos carrinhos de bebê empurrados pelo pai ou mãe no meio fio. Ou simplesmente andando de mãos dadas com avó, avô, pai, mãe ou algum parente.
Esse tema estava na minha cabeça a muito tempo. Daí o Programa Papo de Mãe abordou semana retrasada sobre Código de Trânsito...
Sei que a intenção foi falar sobre a imprudência dos acidentes com mortes que ocorrem em nosso país e nos coloca em situação de risco e aos nosso filhos, mas imediatamente o assunto voltou. Mesmo assim não escrevi nada.
O que me fez escrever hoje foi ter visto, ao passar por um retorno, um casal numa moto e um bebê que pela minha visão de mãe, deve estar com seus 6 meses, segurado por um das mãos da mãe que a tiracolo também carregava a bolsa do bebê.
Muitas vezes eu dizia assim par ameu marido: "olha só! como eles têm coragem?"
Ao que ele respondia:"É o que eles têm! São as condições!" (na realidade ele está se referindo à falta de condições).
Daí eu me calo imediatamente e fico ali parada, na inércia de que acha que não pode fazer nada e aceitar que é uma realidade de tantas outras famílias de nosso país.
Com certeza, ter um carro, não é de forma nenhuma obrigatoriedade quando se tem filhos, (com certeza deve ser bem, cansativo e trabalhoso sem), mas há de se pensar na segurança no trânsito com nossos pequenos, seja qual for o meio de condução que pudermos ter.
Oi Luciana,
ResponderExcluirno meu caso foi ao contrário. Sempre tive carro, dirigia para cima e para baixo. Acontece que fui assaltada duas vezes e reagi. Mesmo sabendo que não se faz isso, foi o meu instinto, reagi. Depois que tive a Ana Luiza continuei dirigindo. Como mulher com filho no arro é mais vulnerável a assalto comecei a ficar com medo e de ser assaltada com a minha filha no carro e eu reagi mais impulsivamente ainda. Então vendi o carro. Tá certo que ou o marido me leva ou vou de táxi. No meu caso o custo com o táxi compensa o custo com o carro.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/
Super importante Lu, e acho sim que, independente do meio, a gente precisa se preocupar com a segurança (nossa e dos nossos filhos). Eu evito sair sozinha com os três de carro. preciso da companhia do marido ou da babá. Fico com medo de uma urgência e de não ter ninguém por perto pra me dar uma mão. Quando o lugar é pertinho vou a pé, me sinto às vezes mais segura assim...
ResponderExcluirum ótimo final de semana!
Luciana,
ResponderExcluirindependente do meio de transporte, o que vem em primeiro lugar é a segurança. Não é porque a pessoa não tem condições de ter um carro, por exemplo, que ela pode expor a criança a perigos, como o caso do bebê sendo carregado na moto - leva a criança no ônibus, a pé, seja como for, mas SEGURA acima de tudo.
Entendo a sua indignação e preocupação.
Beijo e boa semana,
Roberta, mãe dos gêmeos Rute e Miguel