Parafraseei a frase de música do Belchior para otítulo de hoje.
Nesse momento Pedro dorme com o pai na rede e eu aproveito para escrever.
Desde que li o último post da
Pri venho sobre o tema de hoje: ESCOLHAS.´
Para completar, recebi a edição desse mês da
Vida Simples em que Eugenio Mussak fala sobre o que? ESCOLHAS...
Uma frase vinha passeando pela minha cabeça, antes de ler o artigo do Eugenio: "E quem não pode escolher, como é que fica?"
Pensava sobre isso para tentar diminuir minha ansiedade diante das minhas escolhas. Daí lembrei-me da história da minha mãe, que vai completar 60 anos esse ano, casada com meu pai há uns 35 anos, sendo meu pai 30 anos mais velho do que ela, isso mesmo, meu pai completar 90 anos esse ano.
Eu cresci com idéia fixa de jamais ser submissa a homem nenhum, de ser independente financeiramente, de trabalhar e não parar por causa de filho, pois eu escutava lamentações todos os dias sobre uma escolha que parecia não ter sido a melhor, mas também ficava só nas lamentações(percebam depois o quanto isso teve impacto sobre mim!). Vou contextualizar um pouco.
Eu sou a filha mais velha de 4 mulheres, antes de eu completar 1 ano minha mãe já estava grávida da minha 2ª irmã e, quando esta tinha uns 2 anos venho minha 3ª irmã.
Durante 9 anos convivemos muito proximamente, por isso vejo vantagem em ter filhos próximo um do outro, pois ficam mais amigos(mas eu vou querer esperar mais um pouquinho tipo 4 anos, se eu for ter outro). Até que nasceu minha 4ª irmã e assim se passaram os 22 anos até o momento em que estamos hoje.
Nós 4 não somos as únicas filhas do meu pai e da minha mãe, ou seja, eles têm filhos de outros relacionamentos. Meu pai já é bisavô!
Crescemos todas orientadas pela minha mãe para sermos diferentes dela e não fazer o que ela fez e eu entendi a mensagem assim:"não deixe de viver sua vida, não case logo, mas se casar não dependa do marido, não tenha filhos logo nem muitos para não dá trabalho e não desviar você do seu caminho!" o.O Acho que aprendi o recado direitinho. Só me casei depois de formada, só tive filho depois de pós graduada e casada, com carro, carreira estabilizada e com 32 anos. Putz! Não me arrependo! Foi tudo planejado,mas afinal aonde eu quero chegar né? vc deve está se perguntando.
Refletindo hoje sobre maternidadexcarreira vocês já viram que demonstrei vontade de largar tudo para ficar em casa! Ã? Como é que é? Sabe o que mãe disse: "eu não admito você deixar de trabalhar!" o.O
Nessas reflexões penso muito nas mães que nem podem escolher gente! Que nem passa pela cabeça dela alguma opção de escolha, simplesmente pelo fato de não existir opção, ou será que isso é ímpossível? Sim, se não vejamos:
- se eu posso escolher para mudar é por que tenho opções;
- eu posso não escolher mudar e isso por si só é uma escolha;
- mas se eu não tiver opções? exemplos? mães de famílias em situação de miséria, ou até menos, mas que tem uma vida bem precária! com quem elas deixarão seus filhos para irem trabalhar. Ou sempre teremos opções e é um efeito dominó e tudo depende da 1ª escolha? QUERO AJUDA GENTE NÇAO TOU AFIRMANDO TOU REFLETINDO MESMO.
Seja como for, eu pensei sobre isso para valorizar mais o meu momento atual que, na minha visão, poder escolher é um LUXO e que eu preciso valorizar e não despediçar com queixas e lamentações e menos sofrimento.
Isso vai ao encontro do que o Eugenio Mussak fala no artigo da Vida Simples deste mês, ele diz:" A escolha é um privilégio, o problema é a renúncia." "Escolher angustia, não poder escolher mortifica." E fala de um filme:"A escolha de Sofia" que eu não sei se terei coragem de assistir pelo pouco que ele falou, escolher entre 2 filhos para morrer, é mole?
E o que minha mãe tem a ver com isso, além dela ter feito questão durante esse tempo todo de dizer que era muito fácil eu falar "que foi uma escolha dela", em resposta as lamentações sobre a vida que ela levava ou leva? (Ainda hoje ela lamenta! =( )
Bom, vejam bem durante minha escolha sobre trabalhar fora ou não, veio uma ficha querendo cair... Os motivos que alego para parar são:
* poder ficar mais tempo com o Pedro e curtí-lo;
* acompanhar seu desenvolvimento intelectual, físico-motos, emocional, sua alimentação;
* orientar sua educação, na formação de hábitos, e não terceirizar essa função;
* e exercer plenamento de fato e de direito meu papel de mãe.
Na minha cabeça, acompanhar mais meu filho significa que ele sérá um bom homem e homem bom, de bem, educado, seguro, forte, assertivo, afetivo, inteligente, etc, etc de tudo que for bom. Ops! Aonde vem dizendo essa garantia?
Pois bem a ficha caiu e veio a pergunta: "Como minha mãe fez?" É, minha mãe não trabalhou, era dona de casa 24 horas , todos os dias da semana. E a garantia?
Gente, um balde de água fria. Era para eu ser uma mulher boa e boa mulher, de bem, educada, segura, forte, assertiva, afetiva, inteligente, etc, etc de tudo de bom.Mas de onde eu tirei isso hein! Que louca!
Em parte eu tenho muito do que citei acima, e outras tantas coisas boas, mas tem muita coisa que precisa melhorar como por exemplo: AUTO ESTIMA, ASSERTIVIDADE, SEGURANÇA.. Qualidades que valorizo muito no ser-humano. Lembram do impacto que faleui lá em cima sobre as atitudes da minha mãe?
Então conclusão: Cada vez mais me convenço de que não é quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos que os farão melhores, mas a qualidade com que utilizamos esse tempo. Talvez a dor da ausência seja mais nossa do que deles e não sabemos lidar com ela. O fato de minha mãe ter ficado em tempo integral, porém só lamentando e as vezes mais cumprindo o papel de dona de casa de deixar tudo arrumado, do que brincando conosco, falando de seu afeto por nós de forma direta e olhando no olho, ser transparente com seus sentimentos, demonstrar boa auto estima e segurança, mostrou o quanto essa QUALIDADE é importante minhas amigas!
Detalhe, não questiono em nenhum momento o amor de minha mãe por suas filhas, mas ela não soube demonstrar durante toda minha infancia e adolescencia, hoje depois de adulta as demonstrações partem de mim, por uma busca minha e que tem nos feito muito bem. E tem muita coisa boa também que ela me ensinou, os princípios e valores éticos, de responsabilidade e o cuidado para não fazer besteira na vida, estudar, trabalhar e até a independência dos homens até certa medida foram fundamentais.
E para concluir quero citar algo que me ajudou muito essa semana e foi da Chris Dumont vou colocar o link dela no final:"A mãe não está presente apenas na sua presença física. A mãe está presenre na casa organizada, na comida gostosa, no uniforme cheirosinho, eu acrescento, no abraço, no olhar no olho, no dizer que ama, no parar para brincar, no tom da voz amoroso.. a criança sente que esse cuidado com ela foi estabelecido pela mãe.... coselho que dou é que uma vez trabalhando, os momentos em que estivwer com ele, esteja só com ele. Mães felizes geram filhos felizes."
Agora Pedro acordou e o momento dele, só dele.. até mais...
Link da Chris: http://chrisemcuritiba.blogspot.com